Noah é calmo, trabalhador e talentoso na cozinha - seu maior sonho é ter um restaurante próprio. Embora pareça transparente, guarda um lado oculto que evita revelar. Any, jovem professora determinada, é admirada por sua força e beleza, mas à noite...
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ANY GABRIELLY
— Porra, Any, estou mega nervosa! Vamos voltar!
Revirei os olhos pela milésima vez com as besteiras que a Nour falava desde que entramos no carro.
Acordei quase atrasada. Se não fosse o Noah, o que seria de mim? Ele era foda demais. Uma pena que precisei engolir o café correndo, sem curtir a companhia dele como sempre. Quando perguntou aonde eu e a Nour íamos, usei a pressa pra escapar da resposta.
Como contar pro meu namorado que estava indo à Clínica Califórnia pra um teste de Beta HCG? Ou melhor, acompanhando minha melhor amiga pra esse teste? Noah ia surtar, me encheria de perguntas. Fora que a Nour pediu sigilo. Jonah não podia nem sonhar com o que estávamos fazendo antes de termos certeza absoluta. Mesmo que o namorado dela estivesse em pânico total, desconfiadíssimo.
— Pelo amor, Nour Ardakani! Estamos quase chegando, e não vamos voltar!
Dei um piti, alterando a voz, o que a fez calar a boca.
— Mas...
Calou por um segundo. Apenas.
— Sem "mas"! Você não pode fugir disso! Pode estar grávida, ou pode não ser nada. Só o exame de sangue vai confirmar. Então sossega!
— Fala assim porque não é você!
— Mesmo que fosse, você no meu lugar faria o mesmo! Te conheço. — revirou os olhos, fazendo cara feia — E cara feia pra mim é fome!
Reforcei.
Nossa, eu parecia uma mãe brigando com a filha adolescente mimada que não seguia instruções. Nour resistia a qualquer coisa fora da zona de conforto dela. Nesse caso, estava em crise total, e não era pra menos. Se tivesse um bebê, meu sobrinho ali no ventre dela, seria uma bênção, mas não foi planejado.
Bufou.
— Não sei o que pensar. Vou surtar, Elly!
— Já está.
— Você não está ajudando, Gabrielly, falando assim!
Respirei fundo.
— Ok, ok. Desculpa.
Estacionei em frente à clínica. Eram 9h05. Entramos, e, com a Nour nervosa, tomei a frente, pegando a identidade dela. A atendente pediu que aguardássemos, pois seríamos chamadas no horário marcado. Olhei o relógio. Faltavam minutos, mas pareciam eternos. Nour batia o pé no chão, quase cavando um buraco. Agora quem queria surtar era eu, porém não podia, com outros pacientes na sala de espera.
— Minha nossa, por que tanta demora? — ela roía as unhas de fibra que fazíamos no Santa Nails.