Noah é calmo, trabalhador e talentoso na cozinha - seu maior sonho é ter um restaurante próprio. Embora pareça transparente, guarda um lado oculto que evita revelar. Any, jovem professora determinada, é admirada por sua força e beleza, mas à noite...
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ANY GABRIELLY
— Olha o que a Nour postou!
Mostrei o celular para Noah, que estava deitado ao meu lado. Tínhamos acabado de voltar de um jantar incrível, onde devorei uma macarronada como se não houvesse amanhã. Ultimamente, eu estava um dragãozinho faminto — como ele gostava de me chamar. Comi, repeti, e ainda assim sentia espaço para mais. Se continuasse desse jeito, logo estaria rolando pelas ruas de Los Angeles.
— O Jonah. Típico deles, dois debochados!
Rimos juntos da foto que Nour postou: Jonah ajoelhado, com um biscoito de rosquinha no dedo dela, zombando do nosso pedido de noivado. Nosso momento, aliás, tinha sido perfeito. Inesquecível.
A imagem dele ajoelhado, ainda dançava na minha mente. Noah, sempre surpreendente, planejaava tudo com uma atenção impecável que fazia meu coração disparar. Romântico, carinhoso, ele era tudo o que eu nunca soube que precisava — até tê-lo. Meu amor por ele transbordava, intenso, como se pudesse engolir o mundo.
— Como dizia minha vó: "depois que um puxa o carro, os outros vão atrás". — rimos — Ela dizia isso quando alguém da família ficava comprometido, e aí era um efeito dominó até todo mundo construir suas próprias famílias.
— Que legal. — sorriu — Mas, a vida é meio assim mesmo, né? Se parar pra pensar, a intenção é essa: conhecer alguém, se apaixonar, namorar, casar, ter filhos. Depois netos... Se não fosse esse o plano do ser humano, o mundo não estaria como está, evoluído e ainda mudando.
— Verdade, filósofo Urrea... — provoquei, mas no fundo achava aquele raciocínio adorável.
Era uma delícia quando Noah se soltava, compartilhando pensamentos que iam das coisas mais simples às reflexões mais profundas. Ele tinha esse jeito único de me deixar louquinha por ele, tornando qualquer momento especial.
— Bobinha. Vem cá.
Me puxou, logo partimos para beijos e amassos, a cama virava nosso pequeno universo.
— Minha mãe e sua mãe devem estar que nem pinto no lixo. — sorri curiosa — Loucas pra gente voltar e começar os preparativos.
— Sim. Porém, não sei você, amor, mas quero que tudo seja do nosso jeito, com calma. Noivamos, e não quero demorar nisso, mas também não quero correr demais.
— Eu sei. Você está certo, eu concordo. Mas para isso, — hesitei — sabe que vamos ter que domar nossas "ferinhas", né? Você lida com a sua mãe e eu com a minha. Pois, já prevejo uma leve dor de cabeça.
— Normal. Elas estão felizes por nós.
— Quando se conheceram no shopping aquela vez, acredita que já queriam falar sobre filhos? A gente nem casou ainda! — reclamei, rindo, mas com um toque de indignação.