Noah é calmo, trabalhador e talentoso na cozinha - seu maior sonho é ter um restaurante próprio. Embora pareça transparente, guarda um lado oculto que evita revelar. Any, jovem professora determinada, é admirada por sua força e beleza, mas à noite...
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Notas da autora: Capítulo com Mídia. Se quiserem ouçam quando Any começar a dançar. 🔥 ———————————— ANY GABRIELLY
Parei de chorar enquanto devorava brigadeiro, morangos e uvas. Comecei a gargalhar com Shrek. Existia algo mais idiota? Mas eu ria como se não houvesse amanhã.
Depois da discussão com Noah sobre ele me buscar ou não, fiquei furiosa. A TPM amplificou tudo. Minha menstruação desceu durante a aula — ainda bem que uso absorvente diário, sempre preparada.
Noah me buscar foi uma surpresa, e eu odeio surpresas. Ele sabia disso. Fiquei chateada porque ele agiu como se fosse meu namorado. Quero que ele tome atitude, claro, mas não assim! E se fosse um dia de apresentação no Hel'as? Como eu recusaria a carona? Para piorar, Nour Ardakani só incentivou, sem ajudar em nada.
Então, sim, estava irritada, com cólicas infernais e o corpo dolorido. Maldito dia que resolvi trabalhar de salto!
Ele queria saber por que estava brava? Disse em alto e bom som para que sim, estava em TPM. Fui direto tomar banho, depois voltei para a sala ficando emburrada no sofá. Me deu um crise repetina de choro, e preocupado, quis saber por que chorei. Nem eu sabia direito, deixando claro que não foi ele quem me fez chorar. Porém, após tal negação, ele reapareceu com brigadeiro mole num prato, ainda cercado de morangos e uvas.
Aquilo era ridiculamente perfeito.
Como ele adivinhou que estava naqueles dias no meio da discussão? Não sei. Como ele sabia que eu precisava daqueles mimos? Menos ainda. Apesar de me conhecer, essas questões femininas passavam batido quando não morávamos juntos, certo? Não sei. Não conseguia pensar direito — minha irritabilidade estava nas alturas. Mas, no fundo, agradeci mentalmente por ele estar ali e por ter feito coisinhas gostosas que eu amo.
Na primeira colherada, gemi intensamente. Estava uma delícia. Minha mãe havia o ensinado a fazer brigadeiro há dois anos, quando nos visitou. Inclusive, bateu leve saudade dela, tinha tempos que não a via pessoalmente, apenas nas chamadas de vídeo. Enguli a vontade de voltar a chorar.
Que inferno! Hormônios desgramados!
Naquele momento, não tinha nada com que preocupar a não ser estar encostada no peito de Noah que me abraçava com carinho, rindo comigo. Ele me aquecia, não por frio, pois nem estava, mas porque ele era apena ele. Meu coração palpitava vez ou outra.
Nem sei como ele vai conseguir aturar o meu humor oscilante do dia a dia, e muito menos quando estiver menstruada. Neme u aguentava! Imagina ele? Por fim, estávamos tão confortáveis, me sentia acolhida, amada talvez — que aquilo era tudo que precisava.
Após o filme, decidimos maratonar Outer Banks, porém o sono me pegou, e me permiti relaxar nos braços dele.
Acordei resmungando, enquanto o sentia me levando para o quarto. O som de uma chuva forte ecoava janelas afora. Odiava dormir sozinha quando haviam temporais. O verão da californiano, era praticamente seco, demorava a chover, mas quando acontecia, rasgava os céus. Em dias assim, eu dormia agarrada com Mel, porém nesse meio tempo só, não caiu uma gota do céu, o que me deixou em apuros repentinamente. Tenho esse pavor desde criança, sem saber por quê.