Capítulo Dezenove

689 57 181
                                        

NOAH URREA

Ops! Esta imagem não segue nossas diretrizes de conteúdo. Para continuar a publicação, tente removê-la ou carregar outra.

NOAH URREA

Any Gabrielly Soares é uma "diaba". Uma semana inteira me provocando. O que ela pensava estar fazendo? Meu estado não podia estar para além de furioso, pois me aliviar pensando nela não resolvia mais. Me desculpem, mas apesar de tentae viver minha vidinha de homem direito, sou homem, tenho necessidades. Antes, funcionava, me dava uma acalmada. Agora, com ela sempre por perto, ficava à beira da loucura. Às noites, era pior, sabendo que ela estava a poucos passos.

Que inferno!

O dia em que dormimos juntos mudou tudo. Senti que foi ali que a chave virou, principalmente ao acordarmos pela manhã. Meu desejo por ela só crescia. Já dormimos juntos umas poucas vezes — e não que eu tenha a conta exata, mas ainda assim, depois cada um ia pro seu próprio canto. E mesmo desejando a tal "Gaby", pois ela era inesquecível, Any Gabrielly bagunçava meu psicológico. Me encontrava fodidamente confuso com tantos acontecimentos.

Descobri que ela tinha pavor de temporais. Não chovia tanto na Califórnia há tempos. Quando pediu para dormir comigo, meu coração mole cedeu. Pior decisão. Dormir com Any foi uma tortura. Ainda bem que estava exausto e dormi após chamá-la para deitar em meu peito. Mas em contrapartida, acordei com ela mexendo a perna sobre meu pau. Torturante.

Fingi que estava dormir, e foi quando abrir os olhos, com ela rindo. Fiquei confuso pra caralho, perguntando por que diabos estava rindo. Entendi depois. Ela sabia que eu estava fingindo, fez aquilo de propósito. A xingava mentalmente, indo tomar banho, puto e cheio de tesão. Precisei me aliviar, bati uma punheta gemendo o nome dela, freneticamente, sentindo meu pau a querendo, xinguei baixo. Aquilo era loucura, gozar no box do banheiro dela com ela bem há menos de dois metros. E mesmo assim, quando finalizei, esse desejo voraz por ela não terminava. Nunca.

Ao sair, a vi no chão, havia tropeçado? Sua expressão era suspeita então logo pensei — estava me espiando?

Any era terrível.

Dizem que só conhecemos bem mais a pessoa quando convivemos diariamente com elas. E eu achava que já a conhecia o suficiente. Tolo!

Achei adorável vê-a toda desconcertada, saindo correndo do quarto.

Pulemos para uma das partes a qual mais me chocou: havia voltado da minha corrida. Os caras me encontraram e rolou aquela atividade física em grupo saudável e, talvez uma pequena competição entre a gente quando paramos na praça próximo a praia usando os aparelhos de musculação.

Assim que abri a porta, como de praxe pausei a música em meus airpods, mas algo chamou minha atenção; elas riam, conversando entre si e as palavras "pau dele", "age logo", "guindaste", foram filtradas pelo meu cérebro. Não entendi muito bem. A expressão de Any estava meio assustada. Elas falavam de quê, quem? Enfim, angustiado ao olhar Gabrielly na minha blusa, sem sutiã por baixo, possivelmente só de calcinha, me deixava excitado, então nem fiz questão de entender o papinho.

ConcentrateOnde histórias criam vida. Descubra agora