Capítulo Cinquenta e Sete

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NOAH URREA

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NOAH URREA

9 de Outubro de 2022.

Aniversário de Any, e preparei uma baita surpresa para ela. Estamos tentando ficar o mais próximos e normais possíveis mantendo uma rotina saudável, ainda mais agora com nosso filho ou filha a caminho. Não podia estar mais feliz, aliviado e grato por tudo de ruim ter passado e nem posso deixar de estar em paz e um tanto animado com tudo.

Obviamente que alguns dias eram mais díficeis que outros, ela tinha pesadelos esporadicamente, em algumas noites, e decidimos por contratar um psicólogo. Queríamos que ela superasse esses traumas vividos depois do "ocorrido". E principalmente que ficasse bem e estável psicologicamente, pro nascimento de nosso bebê.

Li em um livro sobre paternidade que comprei há pouco tempo, que o bebê sente as emoções com a mãe, que ele escuta tudo mesmo no ventre. Um dos motivos também de termos criado o hábito de conversar com nosso bebê.

— Amor... acorda...

— Hn? Argh... não... — disse manhosa.

— Elly, precisa levantar amor, são 11:20 da manhã.

Nossa noite foi agitada, digamos assim. Nós fizemos amor três vezes. Any parecia insaciável. Segundo ela, era a libido que estava maior com a gravidez, mas porra, ela queria transar várias vezes, quase sem pausa, e óbvio que sempre fomos cheios de energia, mas tudo estava bem mais intenso atualmente; deixei bem claro pra ela que não era uma "máquina". Porém foi o mesmo que dizer "foda-se vamos transar mais".

Acordei fodidamente quebrado, bem cedo, assim como as meninas, minha sogra e minha mãe, que me deixaram várias mensagens, confirmando a surpresa, deixando tudo preparado para Any.

Vendo sua resistência à levantar, subi nela que parecia uma largatixa na cama, de tão arreganhada e comecei a beijá-la. Quando vi que minha estratégia falhou, comecei uma sessão de cócegas, o que a faz gemer e soltar risos gostosos.

— Ah! NOAH! Para por favor! Para! PARA PORRA! — sentiu falta de ar se levantando finalmente — Já acordei! Satisfeito?

— Muito. — falei não contendo um risinho bobo.

Se despreguiçoi e logo peguei o prato com um cupcake de morango que eu mesmo fiz, acendendo uma velinha única no topo, e...

— "Parabéns, pra você, nessa data querida, muitas felicidades... muitos anos de vida!" — cantei em português pra ela, que abriu um baita sorriso, mesmo toda amassada de sono.

— Minha nossa! Havia esquecido do meu aniversário. — soprou a vela e lhe dei uma abraço apertado — Amor... obrigada!

Demoramos no beijo, e desci deixando um beijinho em sua barriga. Ela ainda não havia reparado, mas na sacada, pus buquês de flores e balões, ficou tão centrada no cupcake...

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