Noah é calmo, trabalhador e talentoso na cozinha - seu maior sonho é ter um restaurante próprio. Embora pareça transparente, guarda um lado oculto que evita revelar. Any, jovem professora determinada, é admirada por sua força e beleza, mas à noite...
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ANY GABRIELLY
— Oi, amor...
— Oi, morena. Como sempre, linda e perfeita dançando.
O elogio do Noah trouxe um sorriso ao meu rosto, aquecendo meu peito. Ele vinha se esforçando pra controlar o ciúme quando eu subia no palco, e eu admirava demais a paciência dele. Sabia que não era fácil me ver ali, com outros caras me cobiçando. Com o tempo, estava se acostumando à minha vida dupla de professora e dançarina. Nossa relação só melhorava, cada dia mais intensa e sólida. Mas, às vezes, tanta paz assim me deixava inquieta, como se fosse calmaria antes de uma tempestade.
Sacudi a cabeça, afastando esses pensamentos bobos que surgiam do nada.
Enquanto conversava com Jonah, que estava ao lado do Noah, tomei um gole do meu drink. Noah se afastou por um momento, enquanto Marais falava comigo animado sobre coisas aleatórias. Desde que ele começou a namorar a Nour, nossa amizade ficou ainda mais próxima. Por fim, precisou atender outros clientes, me deixando ali, curtindo a vibe.
— Ow! Cara?!
— Oh. — exclamei.
Olhei pro chão, onde uma bebida havia derramado, e chequei rapidinho se meu vestido estava sujo. Por sorte, escapei daquele desastre, e não havia estragado meu look.
— Desculpa, gata.
Levantei o olhar e dei de cara com ele. O loiro babaca do outro dia.
— Aff! — revirei os olhos — Era só o que me faltava... — resmunguei me virando.
— Ei, gata, relaxa.. se sujou? — me lançou um olhar malicioso misturado com um sorriso cínico que me fez bufar. Ignorei, ainda virada checando meu celular — Hun... Vai ficar muda de novo, como no outro dia? Pode falar comigo. Me conte seus segredos...
— Não estou a fim. Arruma outra cara. — disse brava.
Me afastei, mas senti ele me seguindo, tipo uma presença irritante como uma sombra.
Cadê o Murphy? — pensei olhando em volta.
— Nossa... — ele disse quase perto.
— Porra! Dá pra parar de vir atrás de mim?
— Você é que está indo pro mesmo caminho que eu, gata.
— Argh! — saí apressada.
— Ei, gatinha! — tentou tocar meu braço, mas puxei a mão na hora.
Ele sorriu, como se achasse graça. Me preparei para soltar o verbo, pronta pra botar moral, quando o sorriso dele morreu. Alguém estava atrás de mim.
— Joshua. — a voz firme de Heyoon cortou o ar.
Ao lado dela, estava uma das dançarinas que às vezes trabalhava como garçonete. Nunca falei com ela, mas já a vi acompanhando caras ricos ou velhos endinheirados. Era tipo uma "faz de tudo" aqui.