Ayla Miller sempre teve o controle de tudo, perigosa, intensa e criada no meio do crime, ela nunca se ajoelhou por ninguém.
Até que seus olhos se prendem ao garoto mais improvável do colégio: Isaac Willian, o nerd calado que vive sendo alvo de bull...
— É melhor pra vocês! — ele rebate sem hesitar, a voz firme — Você não acha que terá uma vida melhor fora do lugar que só te deu trauma?
— Eu vou ser praticamente expulsa do meu país... — minha voz sai abafada, pesada.
— Você prefere ficar e morrer? — ele arqueia as sobrancelhas, como se estivesse cansado de implorar por lógica. — Ayla, confia em mim! É a melhor coisa que pode fazer. A vida da Alice vai mudar completamente. Com seus pais presos, o perigo vai diminuir muito. A maioria quer justiça, mas ela está demorando tanto que as pessoas já estão migrando para a vingança.
— Eu entendo... eu entendo que tudo melhora com eles presos, mas... por que não consigo aceitar isso?
— Porque são sua família! — ele diz, ríspido, me encarando com aquele olhar gélido que tanto me fere. — Mesmo com tudo o que fizeram, parte de você ainda ama eles. E saber que vão ser presos... parece errado, estranho. Contraditório.
— Eu... — minha mente parece derreter por dentro. É informação demais, sentimento demais, escolhas demais. E confiança... confiança de menos — Eu não consigo confiar em você.
— O quê?
— Liam. — balanço levemente a cabeça, desesperada. — Você mentiu sobre tudo. Fingiu ser alguém que não existe. Eu me apaixonei por Isaac... e agora descobri que ele era só um personagem. Como posso confiar no irmão gêmeo do cara que quer me matar?
Ele dá um passo à frente, o rosto tenso, mas a voz sai mais contida:
— Eu juro que não sabia do plano do Layam. Fiquei tão surpreso quanto você quando o vi naquele parque. Foi aí que eu decidi me aproximar ainda mais... pra te proteger dele.
— Eu... eu não sei. — minha voz falha.
— Ayla, por favor. — ele se aproxima de novo, mas recuo. Meu corpo recusa sua presença, mesmo que meu coração ainda se confunda.
Droga. Se meus pais tivessem deixado essa vida quando tiveram a chance... nada disso estaria acontecendo.
— Eu não tenho mais nenhuma opção, não é? — pergunto
— Infelizmente, não.
— E se eu matar o presidente? — o encaro
Liam apenas me observa. Seus olhos me escaneiam, tentando entender o que há de verdade em minhas palavras. Eu mesma não sei. Talvez tenha falado aquilo por desespero...
— Sua família ficaria livre. Por um tempo. — ele responde com calma assustadora. — Mas quando as autoridades retomarem o controle, você seria julgada. E a sentença seria a morte.
— Eu poderia fugir.
— Do governo, talvez. Mas não de mim. — sua voz é baixa, determinada. Ele está falando sério. Muito sério.
Por que não consigo odiá-lo por isso? Por que isso soa como proteção e não ameaça?
— Retiro o que disse sobre não ter outra escolha. Você tem sim. Pode matar todos, fugir com sua família, se esconder, viver uma nova vida. Mas lembre-se: mentiras não duram pra sempre. Tudo que é construído em cima delas... um dia desmorona. Você tem duas opções, Ayla: seguir o caminho da justiça, ou se tornar um monstro como eles. E eu não vou te impedir de escolher.
— Você me odiaria... se eu me tornasse como meus pais?
Os olhos dele se entristecem, as sobrancelhas abaixam como se segurassem um peso antigo.
— Não. — sussurra. — Eu não consigo te odiar.
Procuro desesperadamente por uma saída — de pensamento, de sentimento, de tudo. Isaac era meu porto seguro... mas ele não existe. É só a máscara que Liam usou pra se esconder.
— Eu não consigo matar ninguém... você sabe disso. — digo, firme — Por isso você não vai me impedir se eu decidir fazer isso. Se esse é o caminho que está traçado pra mim... então que seja.
— Desculpa... por tudo isso. — Liam finalmente quebra o contato visual. Pela primeira vez, ele parece verdadeiramente vulnerável.
— Eu... já nem sei o que sinto por você. — confesso. A voz falha, o peito aperta.
Ele me olha de volta, e seus olhos castanhos-escuros parecem afundar nos meus.
— Eu gosto de você, Ayla. Sempre gostei. — ele murmura. — E saber que você está confusa por minha causa me sufoca. Eu criei essa confusão... e talvez agora você nem consiga mais me ver como alguém que possa amar. Mas mesmo assim... eu não vou desistir de você.
Meu coração se agita com as palavras. Não sei o que dizer.
— Desde que éramos pequenos, eu te escolhi pra ser minha futura mulher. E não vou desistir até conseguir isso. — sua voz treme, mas é intensa.
— Pequenos? Mas a gente se conheceu com treze anos...
— Você não se lembra... não é?
— O quê? — pergunto, confusa.
— Nos conhecemos desde os sete anos, Ayla.
Continua...
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Vocês decidem odiar ou não o Isaac/Liam KAKAKAKAKAKAK
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