Capítulo 68

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DOIS MESES DEPOIS.

Isaac Willian

A cicatrização do rosto dela foi rápida, quase milagrosa. Quase cem por cento curada — só restam marcas esverdeadas em alguns pontos, mas logo desaparecerão. Durante todo esse tempo, não a deixei sair de casa. Ela não reclamou. Disse que não queria ver ninguém, que precisava desse tempo.

No banho, minha rotina favorita do dia, ela descansa a cabeça no meu ombro enquanto enxáguo a espuma que desliza por seu corpo. O calor da água e o silêncio fazem tudo parecer mais leve

— Você não sente arrependimento por tê-lo matado?

Dois meses se passaram e, ainda assim, Layam continua entre nós — não em carne, mas em lembrança. Entendo o peso que ela carrega, porque ele também me marcou.

— Não. — respondo, firme, deslizando a mão pelos braços dela. — Ele tentou te matar, Ayla. Ele sabia das consequências.

Ela baixa os olhos, e eu lavo seu rosto com cuidado. Vejo a culpa pesando em cada traço.

— Ei. — seguro seu queixo para que me olhe. — Não foi sua culpa. Ele procurou por algo... e encontrou o que não queria.

Seus olhos escuros brilham com lágrimas que logo escorrem.

— Ele só queria ser orgulho dos pais... Layam morreu sem saber que você estava vivo. — sua voz embarga. — Eu sinto muito por tudo. Sempre reclamei da minha vida, mas você... você continuou mesmo depois de ver seus pais serem mortos, depois de perder tudo. Continuou apaixonado pela filha dos assassinos deles. Matou seu próprio irmão para me salvar... Layam morreu tentando ser herói por você e pelos seus pais. Eu... o vi chorar.

Fico em silêncio. Não há resposta que apague essa dor. Layam fez suas escolhas — escolhas que custaram vidas inocentes. Ele podia até ter amor dentro dele, mas a vingança o consumiu até transformá-lo em alguém que eu não reconhecia.

Eu o matei para salvar Ayla. Faria de novo.

— Não é sua culpa, Ayla. — digo, acariciando seu rosto — Não é culpa sua que ele esteja morto, nem de tudo que aconteceu. Seus pais tomaram decisões erradas. Eles são os culpados. Você... é só mais uma vítima, obrigada a carregar um fardo que nunca foi seu.

Ela me encara, os olhos pesados de dor, mas desta vez sem lágrimas. Só aquele olhar que parece atravessar a alma.

— Você me ama? — a pergunta me pega de surpresa

— Muito. — confesso, com a voz carregada de ternura — Eu te amo mais do que consigo explicar.

— Por que não disse isso antes?

— Medo. — sorrio de leve, acariciando sua pele. — Achei que estava indo rápido demais.

Ela suspira, encostando a testa na minha.

— Eu também... — murmura. — Eu te amo, Isaac.

O coração dispara no peito, quase doloroso. Esperei tanto por esse momento, tantas vezes sonhei ouvir essas palavras. Agora são reais.

***

As mensagens no celular ainda piscavam na tela, mas nenhuma delas importava. Ryan continuava insistindo em notícias da Ayla, pedindo foto dela como se tivesse esse direito. Só que foto da minha mulher eu não mando pra ninguém. Nunca.

— O que acha dessa roupa? — a voz dela me arranca dos pensamentos.

Olho por cima do ombro e o mundo quase desmorona: Ayla vestia uma das minhas camisas largas. Não sei se a intenção era me provocar ou só se enrolar no meu cheiro. De qualquer forma, funcionou.

— Está perfeita. — deixo o celular de lado, levantando os olhos para ela. — Perfeitamente perfeita.

Caminho até ela, minhas mãos encontram sua cintura, puxando-a contra mim. Dou-lhe um selinho rápido, mas Ayla me surpreende: me empurra com firmeza até eu cair sentado no colchão. Fico sem entender, prestes a questionar, quando vejo seu corpo se ajoelhando diante de mim.

— O que está fazendo? — pergunto, mesmo com a resposta estampada na cena.

— Não é óbvio? — sussurra, suas mãos deslizando pela toalha que me cobre.

Minha respiração falha. A tensão toma conta do meu corpo inteiro. Sempre imaginei como seria sentir a boca dela em mim agora não era fantasia. Antes que eu pudesse reagir, ela arranca a toalha, me deixando exposto.

Não a impedi. Como poderia?

Sua mão envolve meu pau, e a primeira lambida me arranca um gemido baixo, involuntário. Seguro com força a borda da cama, assistindo à cena mais erótica da minha vida: Ayla curvada diante de mim, sua bunda empinada, sua boca descendo.

A língua dela é quente, cada movimento arranca ondas de prazer que percorrem meu corpo inteiro. Tento segurar os sons, mas é impossível. Ela me engole, sua garganta apertada porra, deliciosa. A sensação é tão intensa que minha visão chega a falhar por um instante.

— Caralho... — respiro falho, mordendo o lábio.

Os movimentos dela ainda são desajeitados, mas não me importo. Para mim, é perfeito. O simples fato de ser Ayla, me enlouquece. Sua boca é quente, apertada, sua saliva escorrendo e lambuzando meu pau. Seguro seus cabelos molhados, guiando seu ritmo, pedindo mais sem dizer nada.

Ela entende. Acelera. A língua se move com precisão contra mim, a cada descida sinto meu corpo estremecer. Meu limite se aproxima rápido demais, e tento avisar:

— Aly... eu vou... — a voz falha.

Mas ela não para. Ao contrário, aprofunda ainda mais, me levando ao extremo.

Quando gozo, é como se fosse a primeira vez. Um choque de prazer me atravessa inteiro, forte, avassalador. Seguro sua cabeça com firmeza, sentindo minha alma se desfazer dentro da boca dela.

E então me surpreende de novo. Ao se afastar, não corre para cuspir. Seus olhos me encaram com malícia, e vejo sua garganta se mover devorando cada gota.

— Você engoliu? — pergunto, surpreso, ofegante.

Ela passa a língua pelos lábios, mordendo-os em seguida, e sorri daquele jeito que me destrói.

— Tudinho... — responde, com um brilho perverso nos olhos.

Continua...

Eu mudei esse capítulo quase todo

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Eu mudei esse capítulo quase todo. Os antigos leitores não terão mais o: dente, dente. E os novos leitores nunca vão saber qual é a sensação de ler o: dente, dente. 😔

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