Capítulo 31

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Ayla Miller

— O-O-O... — mordo meu lábio, a voz falha. Tento respirar fundo, recuperar o controle. — O quê?

— Perguntei se posso te beijar — Isaac repete, com a mesma firmeza na voz, o olhar cravado no meu, como se tivesse todo o tempo do mundo para esperar a resposta.

Minha mente trava. O garoto que eu gosto... pedindo permissão pra me beijar? É surreal. A gente já se beijou antes, sim, mas agora é diferente. Ele está pedindo.

Abro a boca, mas as palavras não saem. Só o encaro, perdida entre o caos do meu corpo e o silêncio constrangedor que nos cerca. Passo a língua nos lábios, nervosa. Envergonhada. Quase irritada comigo mesma por não conseguir dar uma resposta simples.

Mas Isaac não espera. Ele dá um passo, inclina sua cabeça, se aproxima e, antes que eu possa processar, seus lábios encostam no meu pescoço.

Meu corpo inteiro arrepia. O toque é frio, e ao mesmo tempo quente, como se sua pele estivesse marcada com eletricidade. Uma sensação nova, intensa, perigosa... deliciosa.

— Espera... — sussurro, segurando seus ombros — Eu estou suada.

Ele não responde. Quando Isaac me puxa com firmeza, sua calça ainda molhada cola nas minhas pernas, mas nem isso importa. Meus pensamentos estão presos no modo como seus lábios exploram minha pele com calma, como se cada centímetro meu merecesse ser saboreado.

Eu me apoio nos ombros dele, sentindo a pele úmida e os músculos sob meus dedos. Não consigo mais me conter — minhas mãos exploram, deslizam, tocam. Quero sentir cada linha do seu corpo, memorizar cada curva.

Os beijos sobem, quentes, molhados. Chegam perto da minha orelha. Sinto o calor da sua respiração. Então ele morde meu lóbulo. Suspiro, sem conseguir disfarçar. O arrepio que isso provoca me deixa tonta.

É como se ele soubesse exatamente o que está fazendo comigo. Onde me tocar.

Enquanto ele segue provocando, minha mão desce por seu abdômen. Sinto os músculos contraírem sob o toque. Minha outra mão sobe pelas costas. Isaac suspira baixinho em meu ouvido, e aquilo me enlouquece ainda mais.

De repente, ele encontra minha boca com a dele num beijo urgente, quente, cheio de fome contida. Nossos lábios se encaixam com pressa, e sua língua invade a minha boca como se estivesse com saudade.

Sua mão sobe até meu rosto, depois escorrega até minha nuca, puxando de leve meus cabelos, fazendo meu corpo colar ainda mais no dele. Arranho suas costas, marcando sua pele como uma confissão silenciosa: ele é meu. Que outra garota veja isso se quiser.

A língua dele mexe com a minha. Uma dança desesperada mais do que imaginei. O braço em volta do meu corpo aquece. Está firme, mostrando que não quer me soltar agora. O beijo se aprofunda, se torna mais lento... mais perigoso. Até que ele para.

Sua boca solta meu lábio inferior com uma mordida leve, provocante. A respiração dele está pesada, e a minha também. Ele me olha. Como se estivesse prestes a dizer algo importante. Como se estivesse prestes a me devorar com os olhos.

Desvio o olhar, sentindo o calor entre minhas pernas aumentar. Não é mais só desejo. É necessidade.

— Vai... se trocar — murmuro, tentando soar racional, mas minha voz falha no final. — Você pode pegar um resfriado.

Me afasto um pouco, mas ele não deixa. O braço na minha cintura me puxa de volta, com força, contra o corpo dele.

— Eu quero tentar uma coisa — ele sussurra. E só com essas palavras, minha pele arrepia inteira de novo.

— Tentar? O quê?

Isaac hesita. E isso me deixa mais nervosa do que tudo.

— É estúpido pedir isso agora... parece apressado. Mas eu não tô conseguindo segurar. O desejo está me sufocando, Ayla.

Desejo.

O braço em volta do meu corpo se desfaz, agora suas mãos segura minha cintura.

— Como assim?

— Eu quero te tocar... de uma forma diferente. — sua voz roça minha pele, e a mão dele desliza para dentro da minha blusa. Gelada. Suave. Perigosa.

Meus olhos se arregalam. Estou congelada, e mesmo assim, em chamas.

— Quero poder te sentir... sem essas roupas — ele diz, com um sussurro rouco, carregado de intenção. — Mas eu não quero te forçar. É sua escolha. Qualquer resposta, eu vou respeitar.

A mão dele continua subindo, acariciando cada centímetro da minha pele. E eu não consigo dizer nada. Não porque não quero... mas porque tudo dentro de mim está em colapso.

Sua mão chega nas minhas costas, encontra o fecho do sutiã. Ele toca com delicadeza, como se pedisse permissão com os próprios dedos. A respiração dele está instável, e o olhar mudou. Não é mais só desejo, é necessidade crua.

Sinto algo pressionar minha barriga. E não é a calça molhada.

É o pau dele.

Continua...

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