Ayla Miller sempre teve o controle de tudo, perigosa, intensa e criada no meio do crime, ela nunca se ajoelhou por ninguém.
Até que seus olhos se prendem ao garoto mais improvável do colégio: Isaac Willian, o nerd calado que vive sendo alvo de bull...
— Como tem tanta certeza de que no futuro estaremos juntos?
— Porque eu nunca desistiria de você. — Isaac se afasta com um sorriso cheio de confiança. — Faria qualquer coisa para continuar te chamando de minha.
— Eu... estou ficando cada vez mais apaixonada por você. — ajeito minha postura, encarando-o, sentindo meu coração acelerar.
— Então vou fazer de tudo, todos os dias, pra te fazer se apaixonar ainda mais. — ele ergue o punho em guarda. — Vou te mostrar o tanto de amor que ainda guardo.
Ele avança. Tento desviar do soco, mas era um blefe. Isaac acerta minha costela com força o bastante para arrancar meu ar.
— Não se distraia. — ele sorri, recuando como se fosse fácil demais.
— Você está me distraindo com essas palavras que... me deixam boba. — murmuro sem querer.
— Concentra. — ele começa a caminhar em círculo, me obrigando a segui-lo.
Aproveito uma brecha e acerto sua barriga, mas logo sou capturada: Isaac agarra meu braço, gira meu corpo e prende o outro com firmeza, imobilizando-me.
— Como vai se soltar? — sussurra no meu ouvido, a voz baixa e rouca arrepiando minha pele.
Forço, tento escapar, mas ele está sólido como uma parede. Então piso em seu pé com força. Ele me solta no reflexo e, com um giro rápido, tento acertar seu rosto. Mas, como sempre, ele desvia.
— Poderia ter usado o cotovelo logo depois de se soltar. — avalia, com aquele tom professoral irritante. — Mas vou aceitar.
Ele volta à posição de luta, sorrindo com provocação.
— Você, concentrada, fica gostosa pra caralho. — diz, esperando meu ataque.
Avanço, tento uma voadora, erro. Aproveito o impulso e lanço meu braço direito em sua direção, mas Isaac se esquiva sem esforço, como se estivesse dançando. Cada golpe meu é rebatido com uma facilidade humilhante.
Ele agarra meu braço e me puxa contra si.
— Se eu tivesse uma faca agora, você já estaria morta. — ele me empurra. — Seja mais rápida.
— Estou indo o mais rápido que posso!
— Ultrapasse seus limites, princesa. — Isaac ergue os punhos à frente do rosto. — Eu sei que você consegue.
— Para de ficar me desconcentrando!
— Eu preciso que mantenha o foco. Ignore meus elogios, concentre-se em cada passo do inimigo.
— Tá. — assumo a mesma posição que ele.
O treino continua. Meu corpo começa a pesar, o ar me falta. Estou sedentária, e isso cobra seu preço rápido.
— Te comprei flores.
— O quê? — mudo de posição, surpresa. — Quais?
— Rem's Favourite.
— Sério? — meu sorriso escapa, brilhando mesmo com o suor nos olhos. — É a minha preferida...
— Eu sei. — ele avança de repente.
Esquivo, mas já deveria esperar: sua mão agarra meu rabo de cavalo e me puxa com brutalidade. Sou virada de costas e prensada contra a parede. A respiração dele explode quente no meu ouvido, uma mão prendendo meus pulsos, o corpo dele esmagando o meu.
— Você abaixou a guarda só porque falei das flores.
— Mas você sabe que eu sempre quis uma dessas...
— Justamente. — a voz dele é dura. — Seu inimigo pode usar o que você ama contra você. Nunca baixe a guarda.
Ele finalmente me solta. Massageio os pulsos e viro para ele, ainda arfando.
— Então... cadê as flores? — pergunto com um sorriso atrevido.
— Só ganha quando conseguir me imobilizar. Ou me fizer desistir da luta.
— O quê?!
— Anda. Você consegue. — ele sorri, empolgado.
***
Mais uma vez, Isaac termina por cima de mim. Não consegui vencê-lo, muito menos fazê-lo ceder. Estou morta de cansaço, com sede e dor por todo o corpo. O suor escorre, meu peito arde, e minha garganta seca protesta a cada engolida.
— Vamos parar. — imploro, sentindo cada músculo gritar. — Não aguento mais.
— Está bem. — ele acaricia meu rosto, afastando os cabelos úmidos da minha testa. O toque suave. — Vai tomar um banho e descansar. Eu preciso buscar a Liz na casa da amiga.
— Não pode... tomar banho comigo?
Ele recua a mão. O ar prende em sua garganta, e um sorriso lento se abre nos lábios. Parece incrédulo com a ousadia da minha pergunta.
— Eu até aceitaria... mas preciso buscar Liz. E ainda tenho um lugar pra passar depois. Tem que ser rápido.
— Está bem...
— Amanhã, vamos treinar de novo. — ele se levanta como se o cansaço não fosse nada para ele.
— Sério? — tento acompanhá-lo, mas meu corpo pesa como chumbo. Ele acaba me ajudando a levantar. — Melhor não...
— Melhor sim. — sorri com aquela confiança — Agora toma um banho. E não abre a porta pra ninguém até eu voltar.
Continua...
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