Ayla Miller sempre teve o controle de tudo, perigosa, intensa e criada no meio do crime, ela nunca se ajoelhou por ninguém.
Até que seus olhos se prendem ao garoto mais improvável do colégio: Isaac Willian, o nerd calado que vive sendo alvo de bull...
O dia foi exaustivo. Passei horas enterrada nos livros, e Isaac não me deu trégua — pegou pesado comigo só porque as provas começam em quatro dias. Não faço ideia de como vai ser, mas espero, pelo menos, arrancar uma nota decente. Faltei demais às aulas e, depois de tanta merda na minha vida, liguei o foda-se sem pensar nas consequências.
Largo a mochila no chão. Foi ele quem comprou. Ainda vou ter que agradecer por isso.
— Está com medo? — ele se vira, e aquele sorriso torto aparece. Não tem nada de sexy nele agora. É provocação, desafio.
— Tudo bem.
Arranco minha gravata e o sigo para o andar de cima. Desabotoo alguns botões da blusa, só para respirar melhor. Entro atrás de Isaac e, de repente, uma faixa voa em minha direção. Ele pede para eu enrolar nos punhos, e obedeço, mesmo estranhando a seriedade dele.
O quarto dele é amplo, espaço suficiente para lutar. Prendo firme o cabelo, tiro os sapatos e espero. Isaac, diferente de mim, vai se despindo sem pressa: blusa, óculos, sapatos, calça. Fica só de cueca, como se não se importasse em se expor.
— Vai ficar só de cueca? — pergunto, arqueando a sobrancelha.
— Claro que não. — ele revira os olhos e veste uma bermuda. — Agora sim.
Aperto mais minha blusa, amarro bem perto dos seios. Ele assume uma postura de luta, idêntica à que já vi no irmão dele. Não sei se quer mesmo me treinar... ou se está apenas querendo medir forças.
Respiro fundo.
— Olha, não vou pegar leve. É melhor desviar dos meus socos.
— Acha que não tenho reflexo? — provoco.
— Não contra mim. — ele se gaba, como sempre
Estalo os dedos e espero. Isaac ergue a mão; toco na dele. É o início
O primeiro soco vem rápido, pelo braço direito. Desvio por pouco, sentindo o vento raspar minha pele. Ele não está blefando, não vai pegar leve.
Dessa vez, ele avança de novo. Dou passos para trás, giro o corpo e tento chutar. Ele bloqueia, mas eu inverto a força no último instante e acerto a barriga dele. Ouço seu gemido baixo.
— Tá sendo lento.
O olhar dele se acende. Um sorriso perverso surge nos lábios. Em segundos, Isaac já está em cima de mim outra vez. Desvio do primeiro soco, mas o segundo só consigo parar por reflexo, levantando o braço para bloquear.
Dou uma rasteira, ele cai, mas me puxa antes que eu escape. Num movimento ágil, me prende por baixo e ergue o punho. Eu levanto os dois braços para me proteger, mas não sinto impacto nenhum.
Quando baixo a guarda, sou pega de surpresa: Isaac me beija.
Meus olhos se arregalam, e tudo o que sinto são os lábios dele, quentes e macios, esmagando os meus. Ele se afasta devagar, um sorriso triunfante estampado no rosto.
— Devia ter usado o joelho nas minhas pernas, ou me acertado no rosto. Estou te ensinando a se defender de um agressor.
— E se eu não conseguir? O agressor vai me beijar? — brinco, ainda sem fôlego.
— Não. Ele não faria isso... estaria morto antes. — o sorriso cresce
O olhar dele queima contra o meu. É intenso, estranho, profundo. Sinto o estômago gelar, um frio delicioso me cortando por dentro.
— O que foi? — pergunto, sorrindo sem jeito.
— Estou apreciando essa mulher incrível que você é — ele me encara, sério, e depois suaviza. — Linda... Acho que me apaixonei pela mulher mais linda do mundo.
— Por que me elogia tanto?
— Porque nunca elogiei o suficiente.
— Quer dizer que vou ouvir isso todos os dias?
— Todos os dias. — ele sorri, como se fosse uma promessa. — Esperei tanto tempo... Quero que você saiba o quanto é perfeita.
— Eu não sou perfeita.
— Pra mim, é. — seus olhos percorrem meu rosto, devorando cada traço. — Tão perfeita...
— Isso já é exagero.
— Não é. — ele sela meus lábios num beijo rápido. — Passaria horas só te observando.
— Você já faz isso enquanto eu durmo, né?
Ele ri.
— Sim. E acho que tô enlouquecendo. Aliás, já enlouqueci. Por você.
Meu coração dispara, tão alto que quase posso ouvi-lo.
— Vamos treinar mais um pouco. Preciso te ensinar umas coisas...
Seguro a nuca dele, impedindo-o de levantar.
— Queria ficar assim mais tempo.
— Temos a vida toda pra isso... — ele me ergue sem esforço, me mantendo contra o peito.
Continua...
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