Raul Narrando
Desde quando dei o papo pra Mariane que pra ela não ia sair um centavo do meu bolso ela começou a me colocar contra os meninos.
Eu só queria saber o que essa porra ta pensando da vida dela, quero ajudar da melhor forma, mas ela complica pra caralho, ja fui na direção dela umas dez vezes pra nós conversar igual gente, mas sempre ela tem uma piadinha, um debochinho pra jogar e isso tem me estressado muito.
Eu to tentando, to correndo atrás dos meus filhos, peço pra ela me deixar ver, mas além dela me negar chegar perto deles ainda ta colocando eles contra mim, o Ryan mesmo, ja jogou na minha cara que eu abandonei eles pra ficar com a Luana, essa filha da puta ta fazendo lavagem cerebral na cabeça deles.
Ja fui até ela, falei que nas férias eles iam ficar comigo, ja comecei a levar minhas coisas pra casa nova, já não tenho muita coisa então logo logo to firmão na casa e só queria meus filhos comigo pra nós curtir.
Eu tô aguentando firme essa situação, to fazendo o máximo pra não explodir e fazer merda, mas ta foda, ela ta usando os muleque, ta mexendo no lugar aonde me machuca de verdade.
Hoje é o aniversário da Luana, ja me adiantei com o presente dela, pedi ajuda a mãe dela e assim pude agir, ta guardadinho, quando ela brotar no morro eu dou a ela.
Uma semana antes a Alê decidiu fazer uma festinha surpresa pra Luana, contribuí bem mesmo, primeira de muitas festas que passarei com ela.
Ela apareceu no salão e foi aquela bagunça, foi uma festinha só pros mais chegados mesmo, dou graças a Deus por ela não ter bastante amizade aqui, bagulho rola fofoca atoa, muitos se a chegam só pra saber das nossas fraquezas ta ligado.
Depois de falar com a minha preta voltei pra perto dos parceiros e continuei com os trabalhos.
Teve um momento que a Luana levantou e começou a tirar fotos na mesa, foi com a mãe, com os irmãos um de cada vez, depois foi com os dois juntos, logo a Alê se juntou e tirou os quatro, o índio foi, as meninas foram juntas, depois uma de cada, ela olhou pra minha cara e me chamou com a mão, levantei e fui, tiramos umas três fotos, ela tirou foto com o resto do pessoal e depois voltou pro lugar dela.
Deu um negócio em mim que eu levantei e fui até o grupo de pagode.
- Qual foi, deixa eu cantar uma música ai todo respeito - falei no ouvido do cara que tava cantando, ele olhou pra mim e assentiu.
- Qual música? - ele perguntou e eu falei no ouvido dele, nesse momento ja estava geral olhando pra minha cara, ele virou pra falar com os caras do grupo eles assentiram e ele me entregou o microfone.
- Eae rapaziada - falei no microfone e geral me olhando prestando atenção - gostaria de cantar uma música pra minha pretinha - falei olhando diretamente pra ela e ela balançou a cabeça dando um sorriso.
Olhei pra cara do pessoal do grupo de pagode e eles assentiram pra mim e começaram a tocar.
- Não tem preço, você se aconchegando em meus braços - cantei um pouco nervoso, olhei pro chão por uns segundos e depois levantei meu olhar e encarei a Luana - saber que entre nós não há espaço
Que a gente tá no mesmo momento...
- Não tem preço, saber que se entregou porque me ama. Te ver dormir tranquila em minha cama, me faz querer controlar o tempo - cantei encarando ela e vi um sorriso brotar da boca dela.
Nessa hora ela ja começou a me acompanhar na música, cantando de um jeito que só ela ouvia, olha só, quem me viu e quem me vê, aqui cantando no microfone pra geral ouvir.
Dá vontade de ficar aqui pra sempre,
Tô até com medo de te amar além da conta. Tento até ser forte quando estou na sua frente, mas você me olha desse jeito e me desmonta...
Ela levantou da cadeira e veio andando na minha direção, ela jogou os braços no meu pescoço e eu com uma mão envolvi na cintura dela.
- Sou maduro quando a gente faz amor
Sou menino no teu colo acolhedor - ela veio cantando baixinho no meu ouvido, a gente dançando uns passinhos e eu nem ai pros celulares que estavam filmando desde quando eu falei que ia cantar - Com você posso dizer que aprendi amar de verdade.
- Garoto, você é doido - ela falou ainda agarrada em mim, eu ja tinha parado de cantar e tinha dado o microfone pro cara, ela afastou o rosto e a gente se encarou.
- Ta vendo as coisas que você me obriga fazer - eu falei e ela assentiu com um sorriso.
- Eu te amo viu, amo demais - falei e nos abraçamos.
- Toma - falei desfazendo o abraço e colocando a mão no bolso - ja passei vergonha mesmo então agora posso te dar teu presente.
Tirei a mão do meu bolso com uma caixinha retangular, entreguei pra ela e a mesma pegou me olhou por alguns segundos e olhou pra caixinha de novo.
- Abri cara - falei e assim ela fez.
- Uma chave? - perguntou me olhando - é de que? Pera ai Raul, não acredito, é de carro? - ela perguntou e eu assenti.
- Teu tão sonhado carro - falei e ela pulou no meu pescoço.
- Aonde ele ta? Me leva lá Raul, eu quero ver - ela falou toda afobada.
- Depois, curte tua festa na moral que depois eu te levo no lugar que ele ta - falei achando maior graça.
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𝑬𝒓𝒂 𝒖𝒎𝒂 𝒗𝒆𝒛... 𝑷𝒂𝒏𝒅𝒐𝒓𝒂!
FanfictionMesmo quando tudo parece desabar, cabe a mim decidir entre rir ou chorar, ir ou ficar, desistir ou lutar; porque descobri, no caminho incerto da vida, que o mais importante é o decidir. Livro Único Estréia: 30/06 Finalização: 07/08
