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ALGUMAS horas depois, uma de suas colegas que trabalhava juntamente dela em seu laboratório de pesquisa, entrou em sua sala ofegante. Haneul, que estava concentrada em seu documento impresso sobre a mesa, se assustou brevemente com a afobação da mulher, já que não sabia o motivo de tanta correria da parte da outra. Esperou que ela se acalmasse minimamente, mas viu que seria em vão.

— Hani. — Fez uma pausa para respirar. — Acho melhor você vir comigo.

— O que houve? — Perguntou ainda mais preocupada.

Pensou em suas novas meninas e sentiu uma forte pontada em seu peito. Pedia a tudo que era mais sagrado para que não fosse nada muito grave, pois não queria ser uma péssima anfitriã para nenhuma das quatro. Haviam acabado de chegar em seu laboratório, ainda não tivera a chance de explicar nada para ninguém, ainda dependia de Chloé despertar de seu sono para que tudo desse início.

— É a Madison.

— De novo?

— Ela exige explicações. — Continuou. — Ela é bem nervosinha, então é bom que você vá conversar com ela.

— Mais uma vez. Já é a quarta vez essa semana. — A Bae suspirou angustiada, sem saber muito o que fazer para solucionar aquele problema.

Sabia que devia ser muito difícil para as quatro meninas, mas tinha que admitir que era um tanto quanto exaustivo ter que conversar sobre as mesmas coisas com as meninas repetidas vezes, apenas porque ainda não era hora de falar nada muito além daquilo. Para Madison, em específico, que havia chegado ao lugar primeiro que todas. Entretanto, não podia culpar muito a jovem, para que as explicações devidas chegassem aos seus ouvidos, ela precisaria esperar pelas outras meninas.

Apoiou a cabeça sobre sua mão, fechando os olhos brevemente.

— Céus! Até Catarina, que era quem mais me preocupava, está um pouco mais tranquila. — Passou as mãos pelos cabelos.

— Tive medo dela atear fogo em mim. O quarto ficou parecendo uma sauna descontrolada. — Suspirou, enxugando o suor da testa. — No final das contas, falei que chamaria você, para que o pior não acontecesse.

Olhou para a mulher de uniforme social e expressão exasperada e soube que ela não poderia fazer nada para aliviar a situação. Teria que ser ela mesma a resolver isso, porque ela era a responsável pela administração geral de todas as quatro meninas.

— Tudo bem, vamos. — Assentiu e se levantou para que pudesse sair da sala acompanhada pela colega, Alika. — Como estão as outras?

A sua companheira de trabalho tinha uma expressão levemente emburrada ao rosto, tornando perceptível a situação em que Madison a colocou. Hani, mesmo achando minimamente cômico, não ousou mostrar um sorriso sequer. Mesmo que Alika tivesse bastante senso de humor, quando se encontrava naquelas situações, não conseguia relaxar. Tinha que saber dividir o profissionalismo de sua vida particular, mas era um pouco difícil no começo.

— Catarina está bem. Preocupada e um tanto ansiosa, mas bem. Depois que conversaram, os tremores diminuíram. — A mulher ao seu lado relatou. — Nyla permanece com muitas dúvidas, ela pergunta bastante. — Suspirou cansada. — Eu falei que iríamos fazer uma reunião com todas assim que possível e ela poderia perguntar tudo o que quisesse. Isso pareceu deixá-la um pouco mais... —Pensou um pouco. — Conformada, eu diria.

— E Chloé? — Perguntou entrando no elevador.

— Já está no quarto, desacordada ainda, mas já fizemos todos os procedimentos que nos foram ordenados.

— Ótimo. Então nosso único problema é a Flowers, hm? — Falou mais consigo própria do que com a mulher.

— Exato.

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