— Vampira?!
Todas disseram em uníssono, mas aos poucos, Madison parecia entender, e Chloé também. A imagem de si mesma que tanto via... nunca pareceu humana. A imagem que a dobradora de água vira, claramente não era humana. Tinha asas e uma presença etérea, quase como se fosse um anjo. A ideia da existência de criaturas como vampiros, anjos e bruxas não parecia tão idiota quanto imaginaram. E se dobradores existem, então, por que vampiros e outros tipos de criaturas não poderiam existir também?
— Mas nem fodendo. — Nyla foi a primeira a ir contra. — Controlar ar é ok, mas agora, sugar sangue? Gente, isso é loucura.
Era claro que a dobradora de ar não iria levar a sério, afinal, era a única que não tinha visto sua própria versão. Ou se tivesse tido contato, não tinha sido uma imagem clara o suficiente. Não queria acreditar naquela baboseira, mas... ainda tinha poderes e podia controlar o clima ao seu favor, então, não era tão louco assim. Preferia acreditar ser loucura do que imaginar morrendo nas mãos de um vampiro ou seja lá o que mais.
— E você espera que a gente faça o que, Nyla? Volte para o laboratório, esconda isso da Hani e ignore completamente todos esses sinais? — Madison se opôs, quase ofendida. — Sei que parece loucura, mas e se não for?
Catarina grunhiu baixinho.
— A mulher que eu vi... a minha versão — A mexicana fitou as próprias mãos. — também não parecia humana. Mas com certeza não era uma vampira, era uma bruxa. Tá no diário.
— E vamos acreditar em um diário velho?! — Nyla ergueu a voz.
Chloé soltou um longo suspiro.
— Sim, vamos. É o que mais tá fazendo sentido no momento. — A loira cortou o assunto, e Nyla não se opôs, como Madison. — Vamos ler essa droga de diário e vamos ver o carro. Não podemos ir andando, é arriscado e Catarina ainda está se recuperando.
Madison concordou com a cabeça.
— Certo. — Decretou, encerrando a reunião caótica. — Catarina, você pode ficar aqui com SeoHan e com o diário. Eu, Loé e Nyla vamos até o carro.
Catarina fechou os olhos e meneou a cabeça em concordância, enquanto SeoHan ainda parecia se recuperar. Chloé não queria que Nyla ficasse perto de si, não queria a presença da garota em um momento como aquele, mas também não iria contra as delegações de Madison, já que a garota sabia o que estava fazendo.
— Tudo bem. — A loira assentiu, olhando para a Kushina e bufando fortemente.
A mágoa em meio a raiva pela dobradora de ar era transparente no olhar da Guillaume. Não era como no início de tudo, era bem pior. Havia tentado tanto criar um vínculo, havia tentado tanto criar uma amizade, se dispôs a conversar e abrir seu coração para a loira, assim como havia beijado-a também, mas no final, nada havia de fato valido a pena. E Nyla estava sentindo que aqueles eram genuínos sentimentos de repulsa para consigo. Não podia fazer nada quanto a isso, e evitada ao máximo pensar sobre a dobradora de água.
Não que o beijo tivesse sido ruim. Não. Na verdade foi bom até demais, não esperava que fosse se envolver assim com aquela garota, mas... não, não vou pensar sobre ela.
Sem muita enrolação, as meninas seguiram a dobradora de ar até o tal galpão da garagem abandonada, que provavelmente pertencia à casa de temporada onde haviam ficado naqueles últimos dias. Quando saíram da casa, suas visões caíram no campo aberto, que era cercado pela natureza. Os corpos permaneciam nos mesmos lugares, agora, com alguns corvos rondando por ali. Chloé não gostava de corvos, eles causavam arrepios.
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Sinfonia Elemental
FantasyFANTASIA | ROMANCE SÁFICO | DRAMA | SUSPENSE | TERROR Em um mundo onde os humanos acreditavam que superpoderes eram uma exclusividade dos filmes fantasiosos, os quais não passavam de meras histórias distópicas para que pudessem arrancá-los da realid...
