A Ruína da Ordem dos Originais - Parte 3.

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O GRUPO de quatro dobradoras finalmente havia chegado no hall de entrada da organização, que não ficava tão longe. O som de seus passos ecoava pelo espaço vazio, misturando-se ao zumbido distante de máquinas que operavam em algum lugar desconhecido, fazendo com que aquela sirene continuasse perturbando suas mentes. A iluminação fria das lâmpadas penduradas no teto alto fazia as sombras das quatro figuras dançarem nas paredes, criando uma atmosfera quase opressiva.

Encararam a grande porta com a insígnia do local, cujos detalhes esculpidos em metal reluziam levemente à luz artificial. Era uma visão intimidadora, quase como se a porta estivesse viva, aguardando por elas. Sentiam o peso daquele momento. Voltaram a se encarar, como se tivessem medo de dar o próximo passo, e podiam ler nos olhos umas das outras a mistura de determinação e receio que compartilhavam.

O silêncio que os rodeava parecia sufocante, interrompido apenas pelo som de suas respirações contidas. Não sabiam quantos faltavam para enfrentarem, mas sabiam que já haviam eliminado dois. Esse pensamento era um consolo tênue, uma prova de que estavam progredindo, mas também um lembrete de que o caminho ainda era longo e perigoso. Havia uma tensão palpável no ar. Estavam ali juntas, mas cada uma enfrentava seus próprios medos e dúvidas.

— E agora? — Perguntou Syuzanna. — Onde estão Madison e Catarina?

— Foram para a esquerda, atrás de possíveis respostas. — Falou a dobradora de ar. — Ahn, eu não sou muito boa com planos, mas acho que é um bom momento de equilibrar as coisas. — Olhou para a dobradora de madeira. — Alika, vá encontrar com Madison e Catarina, nós três vamos para as salas principais. Precisamos recuperar o pergaminho da terra.

Sim, o pergaminho de terra. Syuzanna e Alika se sentiam idiotas por finalmente entenderem que tudo aquilo não passou de uma mentira, toda aquela tortura, toda aquela perseguição, todas as perdas que tiveram, tudo. Foram castigadas sem motivo algum, corrigidas por motivo algum. Aquelas pessoas as fizeram sofrer tendo o pergaminho de terra bem ali, embaixo de seu teto. Se sentiam mais que idiotas, se sentiam usadas. Tudo aquilo que enfrentaram... a troco de quê, exatamente?

— Vamos deixar para fazer isso por último, ainda existem outros dobradores espalhados por aí, não podemos arriscar. — Chloé alertou, vendo a Ianova concordar com a cabeça.

— Vamos refazer o caminho, porém, não vamos para o laboratório. Antes de chegarmos aqui, passamos por dois corredores: o que nós escolhemos, e outro que vai para a direita. — A russa explicou, batendo fracamente seu punho contra sua mão enquanto falava. — Você sabe quantos ainda faltam?

Nyla pensou um pouco, tentando se lembrar das palavras de Kabir.

— Faltam sete. — Falou. — Hayun, Yejin, Anaya, Bartel, Anthony, Anelise e Joseph. Fora os anciãos. — Sorriu amarelo. — Com os anciãos, faltam quinze.

Syuzanna engoliu em seco ao ouvir o nome da dobradora de trovão. Seria difícil ter que enfrentá-la, não só por ser fraca diante de sua dobra, mas por ser, tecnicamente, sua sogra. Era estranho pensar nisso, uma vez que a mulher parecia estar em uma confusão entre o bem e o mal, sem saber se protegia ou se feria seu grupo. As palavras da mulher na catedral eram sinceras, e a russa não queria duvidar de sua índole, mas ainda era uma grande incógnita.

— Sobre Yejin... — Alika começou, coçando a nuca.

— Sim, eu sei. Coincidência né? — Nyla acenou com a cabeça freneticamente. — Se ela soubesse que a filha dela é contra tudo isso...

— Pera aí, quem é Yejin? — Chloé cruzou os braços, confusa.

— A mãe da Hani. — Respondeu as três, em uníssono.

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