O clima estava extremamente silencioso e tudo parecia desmoronar ao redor das meninas. Madison tinha suas energias completamente esgotadas, e era sufocante ver todas as meninas no mesmo nível de exaustão que o seu. Não era só exaustão, era esgotamento total, mal conseguiam se manter de pé, e ainda existia muito trabalho para fazer. Nenhuma das mais velhas estavam aptas a dirigir, principalmente Syuzanna, que estava com Hani o tempo todo, desesperada por uma ajuda. Por isso, solicitaram que alguns de seus funcionários viessem até o lugar para conduzi-las até o laboratório, com ajuda médica urgente.
Quando os funcionários chegaram, Chloé permanecia desacordada, tornando a ter seu corpo gelado como um bloco gelo. Um detalhe muito importante chamou a atenção de todos, no meio de todo aquele caos. Uma mecha do seu cabelo, mais especificamente na lateral esquerda do mesmo, havia tomado uma coloração esbranquiçada como neve, o que se destacava com os cabelos loiros da dobradora de água. Não sabia a procedência daquilo, mas sabiam que havia relação com o ocorrido.
Todas estavam sendo levadas para o interior das ambulâncias, tendo uma dupla por carro. Madison foi acompanhada junto de Chloé, enquanto Catarina e Nyla foram levadas em outro carro, tendo a mexicana consciente assim como a dobradora de fogo. Syuzanna e Hani, que também estavam acordadas, entraram no penúltimo carro ambulatório, visualizando Alika ser posta ao leito e adentrar o último carro.
A adrenalina ainda estava alta nos corpos de cada uma, e isso fazia com que as dores das feridas fossem reduzidas consideravelmente. Hani mal conseguia andar, mal conseguia se manter de pé. Não tinha certeza se tinha fraturado uma das pernas mas, no mínimo, havia torcido. Syuzanna não conseguia chorar com facilidade, mas estava em lágrimas ao sentar-se ao lado de Hani - que já tinha assistência médica -, segurando sua mão e beijando as costas da mesma, com medo de que a mulher estivesse decepcionada consigo.
E Hani não estava. Jamais estaria.
Um arrepio gélido percorreu toda a estrutura da mais velha ao se lembrar das palavras de Chloé, durante seu surto. Queria acreditar que era apenas um blefe, mas era difícil digerir as informações e diferenciar as falsas das verdadeiras. Naquela altura do campeonato, todas pareciam genuínas e verdadeiras, já que ela não passava de uma cientista mediana. Não podia ser comparada ao seu pai, um renomado homem que - literalmente - deu sua vida em prol da pesquisa.
Sua cabeça latejava e seus pés doíam como o inferno. Por sorte, Syuzanna estava ao seu lado para lhe dar apoio moral e emocional, como sempre o fazia quando se sentia daquela forma. Elas se entendiam tanto que Hani nem ao menos precisou dizer alguma palavra para que sua noiva entendesse o que estava acontecendo consigo, e para a Bae, essa era uma das melhores partes de estar noiva da mulher certa. Agora, deitadas sobre o leito, sentindo o sono começar a consumi-las, Hani permitiu-se fechar os olhos.
Chloé estava cada vez mais trêmula, ainda estava gélida e extremamente pálida. As marcas da batalha ainda estavam presentes, suas roupas chamuscadas e corroída pelo fogo de Madison, sua bochecha esquerda estava arranhada como se houvesse sido arrastada com muita força contra o chão devido a dobra de Catarina e, por todo seu corpo, era possível ver algumas queimaduras e filetes de sangue provenientes de inúmeros cortes devido às dobras de Madison e Nyla juntamente.
Seu estado era deplorável, e a Flowers tinha noção daquilo. Não queria deixar a menina naquele estado, mesmo sabendo que ela poderia facilmente se curar com a água, se sentia extremamente culpada por tudo que fez. Sentia amargura ao se lembrar do que o Breu - ou seja lá qual o nome certo daquilo - havia feito consigo e com suas amigas, mas nada era válido o suficiente para justificar o que fizera com Chloé. Estava sentindo a pior culpa do mundo sobre seus próprios ombros, e deixar que seu ódio fosse maior do que seu coração... esse foi um de seus piores erros ali dentro.
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Sinfonia Elemental
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