SYUZANNA e Alika, ainda sentindo os efeitos fortes da medicação tomada, tentavam controlar a agitação que as preenchiam. Não sabiam o que poderia estar acontecendo, mas Nyla estava demorando muito, o que preocupava as duas mulheres mais velhas. Pensaram muitas vezes em deixar o lugar e procurar pela garota, mas temiam estragar o plano e apenas trazer problemas.
A russa evitava olhar na direção do corpo do dobrador de neve, Alika estava sentada ao chão, brincando com a madeira que saía da palma de suas mãos. Parecia tão fácil agora, sabendo que antes era algo que a deixava acamada por uns dias. Tinha quase o mesmo efeito de quando Syuzanna comia metal.
Pensando nisso, resolveu puxar assunto.
— Será que você consegue comer irídio sem morrer? — Questionou recebendo um olhar horrorizado e ofendido da Ianova.
— Você é imbecil? Irídio é um metal que vem do espaço, deve ser tóxico. Você quer que eu morra?
— Ah, não sei, né? É que você antes de comer prego pela primeira vez também achou que ia morrer... — Deu de ombros.
— Alika.
— Tá, eu vou calar minha boca. — Rolou os olhos.
— Muito obrigada.
O silêncio se fez presente novamente e com isso puderam ouvir o barulho das dobradiças metálicas de uma porta bem pesada sendo aberta. Franziram o cenho, olharam uma para a outra desconfiadas e se posicionaram adequadamente para que não fossem pegas de surpresa.
— Será que é a Nyla? — A dobradora de madeira sussurrou olhando para Syuzanna, que apenas deu de ombros, tensa. — Espero de verdade que seja.
Os passos que ecoavam dramaticamente pelas paredes do local eram lentos, tranquilos demais. Não sabiam quem era ao certo, mas definitivamente não era Nyla. Por isso, apenas aguardaram o momento exato de atacar. Syuzanna, com sua dobra, fazia alguns bisturis flutuarem perto de si, mas se mantinha em um local estrategicamente escondido, para que atacasse quem quer que fosse de surpresa, tendo tempo para ver quem era.
A primeira imagem a ver era de quem mais tinha rancor: a dobradora de veneno, quem julgava ser completamente maluca. Deixou que a mulher entrasse e tivesse tempo suficiente para analisar a cena caótica que ali se fazia. Não evitou o sorriso ao ver a fúria nas feições da mulher.
— Isso é culpa sua, Kabir! Deveria ter cuidado melhor da noviça do ar. — Dizia com a voz suave, levemente alterada. Ainda tentava se manter calma. — Por que não deixou a garota sob os cuidados dos Aliados?!
— Bem, eu cuidei muito bem dela. — O homem respondeu, no mesmo tom que a outra. — Mas eu estava no mesmo lugar que você, Anya. Não podia fazer muita coisa, estava seguindo ordens dos anciãos.
Alika, que estava em um canto da sala, atrás de um pequeno armário, apenas esperando o primeiro movimento de Syuzanna, pôde ver o primeiro bisturi avançar velozmente na direção da mulher, cortando-lhe o braço e outro cortando-lhe a perna. Um pequeno filete de sangue se fez presente nos ferimentos, fazendo a atenção se voltar prontamente para a direção de onde foram arremessados.
O problema é que foram cortes superficiais demais, em pontos nada necessários. A posição em que Syuzanna estava não era uma das melhores, mesmo com a medicação ajudando em sua dobra, ela não fazia milagres. Aquilo poderia ter dado certo, mas aparentemente, aquilo só provocou um conflito perigoso para si.
Merda, xingou-se mentalmente por aquilo, mas já estava feito. A atenção já havia sido chamada. Saiu de onde estava, melhorando seu campo de visão e arremessando todos os bisturis que tinha consigo na direção dos dois ali presentes. Anya desviou com facilidade de suas investidas, Kabir não fez esforço algum, pois manipulava muito bem a arte de se liquefazer.
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Sinfonia Elemental
FantasyFANTASIA | ROMANCE SÁFICO | DRAMA | SUSPENSE | TERROR Em um mundo onde os humanos acreditavam que superpoderes eram uma exclusividade dos filmes fantasiosos, os quais não passavam de meras histórias distópicas para que pudessem arrancá-los da realid...
