A DUPLA ar-petróleo discutiu algumas estratégias para que pudessem ter sucesso em seu plano de fuga e realmente o homem era astuciosamente inteligente. A Kushina não sabia que o homem poderia ser tão observador, e isso a agradou, pois havia se identificado com o mesmo. Logo após isso, Nyla, juntamente de Kabir, rondou toda a planta da organização, entregando os devidos frascos aos demais dobradores, e durante o percurso o mais velho pontuava algumas salas que anteriormente a dobradora de ar não tinha conhecimento. A estrutura estava totalmente diferente da visão passada que havia adquirido.
O trabalho estava findado. Era hora de retornar ao calabouço de Frankenstein, como Nyla havia apelidado, referente à sala de experimentos da dobradora de veneno. Ambos, juntos, mantiveram as aparências, como o pretendido. Eram apenas grão-mestre e noviça exercendo fielmente sua posição dentro da hierarquia. Desceram muitos lances de escada abaixo e lá estavam novamente.
Mas ao entrar no lugar, Nyla precisou segurar o grito de horror.
Havia um corpo de um homem, aberto, sobre a mesa metálica que anteriormente estava vazio. Kabir apenas se sobressaltou levemente, pois ainda se assustava com o quanto aquela mulher conseguia ser grotesca naturalmente. A mulher, segurando um bisturi e exibindo suas luvas ensanguentadas, baixou a máscara e sorriu contente. Era assustador o quanto ela aparentava gostar de cada gota de sangue que sujava seu uniforme.
— Olá, noviça. Olá, irmão. Bem-vindos de volta! — Ela cumprimentou, em um tom animado demais.
— Ahn, olá irmã Anya. — Kabir franziu levemente o cenho. — Eu acho que nunca vi nosso ex-líder tão...
— Submisso e sem serventia? Nem eu, mas é exatamente por isso que estou empolgada. Infelizmente, ele não pôde me ajudar como das outras vezes com relação ao sangue. Ele era um ótimo dreno. — Lamentou. — Desculpem a bagunça.
A dobradora de ar evitava olhar para o corpo do homem que tinha seus membros em posições completamente angustiantes de se observar por muito tempo. Naquele momento, Nyla temeu Chloé, pois sabia que aquilo tinha sido feito por ela. Precisava lembrar de reforçar que não era de fato um deles, não queria ter um fim parecido, parecia tenebroso demais. Se morresse naquele lugar, nunca alcançaria o descanso eterno, que tanto desejava para sua morte.
— A garota da água tem muitos talentos, espero que com a correção de Anthony, ela aceite fazer parte de nós. Seria um desperdício se ela viesse a morrer. — Suspirou, contemplativa. — Ela seria a substituta perfeita.
A dobradora de ar pigarreou, desconfortável.
— Ahn, eu fiz o que me pediu. Distribuí todas as vitaminas.
— Ah, claro. Bom serviço. — Sorriu, assentindo. — Agora venha cá, quero que veja algo.
Natsumi olhou para Kabir e os olhos do homem, mesmo que inalterados, diziam que era melhor obedecer. Completamente receosa, a Kushina caminhou até que estivesse lado a lado com a mulher, que afastou-se brevemente ao que se encaminhou para uma bancada, abrindo inúmeras gavetas. Nyla olhou desesperada para Kabir e sussurrou, sem fazer qualquer barulho, um: o que ela vai fazer? Vendo o homem apenas dar de ombros.
— Onde está? — A mulher se questionava em voz alta. — Onde será que posso ter colocado? — Continuava, ignorando a presença dos outros.
Se fez silêncio por um tempo, até que finalmente a mulher riu alto, satisfeita. Ergueu uma seringa já pronta com algum líquido e balançou a mesma, mostrando-a para ambos ali presentes. Aproximou-se da Kushina novamente e fez com que a menina segurasse a tal seringa, que era consideravelmente grossa. Estava completamente perdida ali, não sabia o que a mulher pretendia com aquilo.
VOCÊ ESTÁ LENDO
Sinfonia Elemental
FantasyFANTASIA | ROMANCE SÁFICO | DRAMA | SUSPENSE | TERROR Em um mundo onde os humanos acreditavam que superpoderes eram uma exclusividade dos filmes fantasiosos, os quais não passavam de meras histórias distópicas para que pudessem arrancá-los da realid...
