No Fundo do Copo

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No fundo do copo, procura-se paz,
um alívio fugaz para a dor que não se desfaz.
O líquido amargo abraça com calor,
mas é prisão disfarçada de amor.

Cada gole apaga memórias distantes,
mas desenha sombras cada vez mais pesadas.
As gargalhadas tornam-se ecos vazios,
e a solidão dança entre os silêncios tardios.

O copo, um refúgio, uma falsa saída,
mas afoga sonhos e devora a vida.
Promessas quebradas e olhares perdidos,
um ciclo sem fim, de passos caídos.

No espelho, o rosto já não é o mesmo,
marcado pela dor, pelo peso do abismo.
Mas há luz além do escuro caminho,
uma chance de recomeçar sozinho.

No fundo do copo, há uma verdade cruel:
não há paz, não há céu.
Mas ao largar o copo e erguer-se outra vez,
encontra-se força para viver de vez.

illusionsWhere stories live. Discover now