Guardo no peito um jardim secreto,
florescendo em sombras, cores sem nome.
Olho-te e rio, escondo o que sinto,
ser só tua amiga é o que mais me fere.
Vejo-te amar como o vento que passa,
os olhos brilham por quem não sou eu.
E eu, no silêncio, fico à tua guarda,
guardando um amor que nunca viveu.
Se te dissesse, perder-te-ia?
Se falasse, fugias de mim?
Melhor calar, fingir que não sinto,
guardar este amor num fim sem fim.
Então escondo, finjo, disfarço,
sorrio enquanto o peito aperta.
Que amar em silêncio é fado sem laço,
é ser flor que nunca desperta.
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illusions
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