Felicidade Artificial

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Coso um sorriso na pele rasgada,
com fios de força que já não tenho.
Uma máscara alegre, bem desenhada,
para esconder o que cá dentro detenho.

Ligo-me à corrente, recarrego o vazio,
mas nunca há carga que me faça sentir.
Entre comprimidos e um corpo frio,
apenas existo, sem conseguir fugir.

As vozes lá fora pedem mais brilho,
esperam que dance, que saiba voar.
Mas sou um eco preso num trilho,
onde até a esperança se deixa apagar.

Talvez um dia a máscara caia,
e o mundo me veja tal como sou.
Mas até lá, entre a dor que desmaia,
só finjo sorrir… enquanto restou.

illusionsWhere stories live. Discover now