Cortaste as asas que me faziam voar,
vendeste os sonhos para te sustentar.
Disseste que a vida é dura demais,
que a fantasia é para os imortais.
Um dia quis ser estrela no céu,
dançar entre nuvens num mundo só meu.
Mas trocaste os meus risos por contas a pagar,
as tardes de sol por prazos a fechar.
Desenhei castelos na areia do mar,
pintei arco-íris para te alegrar.
Mas rasgaste as cores, rasgaste o papel,
enterraste a magia num mundo cruel.
Agora grito, choro, imploro,
mas os teus ouvidos já não escutam.
Perdeste-me algures no tempo,
prendeste-me em paredes mudas.
Mas eu não desapareci.
Sou a chama que se apaga devagar.
Sou a lembrança de quem já foste,
à espera de te ver voltar.
YOU ARE READING
illusions
Poetry"This is where I write down my thoughts and ideas about various topics that pique people's curiosity."
