No peito aberto, um buraco fundo,
preenchido de vícios que enganam o mundo.
Comprimidos espalhados, embalagens rasgadas,
falsos remédios para dores caladas.
Mastiga o silêncio, engole o rancor,
bebe a tristeza num gole amargor.
O sal na boca, o doce na mente,
uma ilusão que se faz presente.
Empanturra-se de promessas vazias,
de açúcar que não traz alegrias.
No espelho, um rosto sem cor nem sentido,
um corpo inerte, um olhar perdido.
E no final, quando a fome esmorece,
resta apenas o que nunca se esquece:
o vazio maior, o abismo a arder,
que nada preenche, que nada quer ceder.
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illusions
Poesia"This is where I write down my thoughts and ideas about various topics that pique people's curiosity."
