Eu ainda estou aqui, sabes?
Por baixo das regras, das obrigações,
por trás dos horários e das razões,
perdida nos dias que já não questionas.
Já não brincas, já não danças,
já não vês magia nas pequenas mudanças.
Mas se fechares os olhos, eu ainda canto,
sou o eco do riso que deixaste há tanto.
Foste embora sem olhar para trás,
mas eu nunca te deixei.
Ainda vivo nas histórias que escreveste,
nos desenhos que nunca terminaste,
nas melodias que um dia inventaste.
Ainda sou eu, no fundo de ti,
aquela criança que sonhava sem fim.
Se me deres a mão, se me voltares a ver,
podes lembrar-te de como é viver.
Não é tarde, nunca é tarde,
fecha os olhos e vem dançar.
Ainda há tempo, ainda há arte,
e ainda te quero ensinar a sonhar.
YOU ARE READING
illusions
Poesia"This is where I write down my thoughts and ideas about various topics that pique people's curiosity."
