Ruptura

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No silêncio que antecede o grito,
um nó na garganta, um fardo maldito.
Ela, de olhos molhados, enfrenta a tempestade,
em cada discussão, perde-se a verdade.

As palavras cortam como punhais,
gestos frios, olhares que não dão mais.
Ela sente tudo, ele já não escuta,
e o amor desmorona como areia que flutua.

Os gritos ecoam no vazio do lar,
e as lágrimas caem, difíceis de calar.
Cada discussão rasga-lhe o peito,
como se amar fosse sempre um defeito.

E, então, chega o fim, num adeus sem cor,
um momento que quebra o que restava de amor.
O mundo dela fica mudo, desfeito,
como se a vida lhe arrancasse o peito.

Mas na dor há força, mesmo sem querer,
há renascimento no acto de sofrer.
Ela chora, mas ergue-se do chão,
com os pedaços constrói o seu coração.

Porque o choro não é fraqueza ou lamento,
é a alma a despir-se do sofrimento.
E embora o amor tenha chegado ao fim,
há um novo começo que a espera, enfim.

illusionsWhere stories live. Discover now