Sobre a mesa, em silêncio frio,
jaz um coração despedaçado.
Parafusos, fios, um desafio,
um conserto demorado.
Os estilhaços brilham no chão,
sombras de promessas quebradas.
Mas nos seus dedos há precisão,
e no seu peito, feridas caladas.
A cada rosca apertada a fundo,
a cada fio que tenta unir,
procura remendar o seu mundo,
impedir-se de ruir.
Dizem que corações não se reparam,
que o que se parte nunca é igual.
Mas ela insiste, recusa que acabem,
os sonhos que restam do que foi real.
Mesmo que fique uma cicatriz,
mesmo que doa ao bater,
ela persiste, pois sempre quis
um coração que voltasse a viver.
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illusions
Puisi"This is where I write down my thoughts and ideas about various topics that pique people's curiosity."
