Entre os ponteiros

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O tempo corre, impassível e frio,
mas aqui dentro, entre os ponteiros,
teço memórias no fio dos dias,
ao teu lado, em gestos ligeiros.

As horas gritam, marcam o passo,
mas nossas mãos, em calma dança,
descascam o tempo, grão por grão,
como se a vida fosse esperança.

O mundo gira, apressa, exige,
mas dentro deste velho relógio,
somos apenas nós e o agora,
sem pressa, sem medo, sem ódio.

Que os segundos sigam em frente,
mas que nunca nos roubem, enfim,
os instantes simples e eternos
que guardo em ti e guardas em mim.

illusionsWhere stories live. Discover now