Se soubesses ler-me como eu te leio,
verias amor nas pausas e entrelinhas.
Mas para ti sou páginas em branco,
um segredo guardado entre rimas.
O teu riso dança como um verso leve,
a tua voz é música que não me chama.
Falamos de tudo, falamos de nada,
mas nunca do que me inflama.
Vejo-te sonhar sem nunca notar
os mil poemas que escrevo em silêncio.
Falas de raparigas, dos beijos que dás,
e eu fico a ouvir, a querer ser um deles.
Há noites em que ensaio palavras ao espelho,
mas todas morrem antes de nascer.
Porque e se um dia as ouvisse de verdade
e nunca mais me quisesses ver?
Talvez seja melhor assim,
guardar-me em promessas não ditas,
ser apenas o amigo que está ao teu lado,
mesmo quando o peito se parte em feridas.
Então finjo, disfarço, sorrio,
como se o coração não pesasse.
Mas guardo este amor como um livro fechado,
onde o teu nome é a minha última frase.
E se um dia, por acaso ou destino,
leres nas minhas entrelinhas,
talvez percebas que sempre foste
a história mais bonita da minha vida.
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illusions
Poesia"This is where I write down my thoughts and ideas about various topics that pique people's curiosity."
