Trapped within myself, a foreign body,
echoes of screams that no one heard.
Time moves on, but the mirror lies,
says it’s all in the past—it’s not.
The burned touch still weighs on my skin,
shadows linger even under the sun.
Fear has become my second skin,
guilt whispers that the pain is mine.
They tell me I’m strong, that it’s over,
but they don’t know the sleepless nights,
the silence that screams, the memories like knives,
the filth that won’t wash away.
I walk among faces that don’t know,
smiles that don’t see the war in me.
They say time heals everything,
but what if time only teaches how to hide?
I close my eyes and I'm pulled back,
a moment, a shadow, a touch I never asked for.
The past seeps into my bones,
throbs in nightmares that never sleep.
I wish I could scream, but my voice is lost,
trapped between fear and shame.
I wish I could forget, but forgetting would mean
denying the pain that made me who I am.
I wish I could be who I once was,
but who I was no longer waits for me.
So I move forward, even if broken,
writing my story with trembling hands,
trying to find the end of this nameless pain.
So I breathe, one day at a time,
mending the shards, stitching the wounds.
I am not just what they did to me,
I am what I choose to be after the pain.
Cicatrizes Invisíveis
Trancada em mim, um corpo estranho,
ecoam gritos que ninguém ouviu.
O tempo passa, mas o espelho mente,
diz que tudo ficou para trás—não ficou.
O toque queimado ainda pesa na pele,
as sombras espreitam mesmo sob o sol.
O medo tornou-se a minha pele,
a culpa sussurra que a dor é minha.
Dizem-me que sou forte, que já passou,
mas não sabem das noites sem sono,
do silêncio que grita, das memórias afiadas,
do nojo que não se lava.
Caminho entre rostos que não sabem,
sorrisos que não veem a guerra em mim.
Dizem que o tempo cura tudo,
mas e se o tempo apenas ensina a esconder?
Fecho os olhos e sou arrastada de volta,
um instante, uma sombra, um toque que não pedi.
O passado infiltra-se nos meus ossos,
lateja em pesadelos que não adormecem.
Queria gritar, mas a minha voz perdeu-se,
presa entre o medo e a vergonha.
Queria esquecer, mas esquecer seria negar
a dor que me tornou quem sou.
Queria voltar a ser quem fui,
mas quem fui já não me espera.
Então sigo, mesmo partida,
escrevendo a minha história com as mãos trémulas,
tentando encontrar o fim desta dor sem nome.
Então respiro, um dia de cada vez,
remendando os cacos, costurando as fissuras.
Não sou apenas o que me fizeram,
sou o que escolho ser depois da dor.
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illusions
Poésie"This is where I write down my thoughts and ideas about various topics that pique people's curiosity."
