Entreguei-te o meu coração,
leve como um balão ao vento,
mas vi-te soltá-lo sem hesitação,
perdendo-se em esquecimento.
Tentei de novo, noutra mão,
com esperança, com ardor,
mas o mundo é feito de espinhos
e o amor nem sempre é cor.
Então fechei-o num cofre frio,
longe do toque, do olhar,
sem dor, sem risco, sem ferida,
mas também sem saber amar.
O tempo passou, e percebi
que um coração trancado não bate,
torna-se pedra, torna-se sombra,
num mundo que já não arde.
Então abri as grades do peito,
deixei que o medo se desmanchasse.
Pois amar é cair e erguer-se de novo,
é doar-se sem que se desfaça.
Que venha a dor, que venha o risco,
que venha a chama a queimar…
Pois só quem se permite sentir,
aprende, de verdade, a amar.
Amar, afinal, é ser vulnerável.
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illusions
Şiir"This is where I write down my thoughts and ideas about various topics that pique people's curiosity."
