Rodeiam-me sombras de risos cortantes, Dedos apontam, vorazes, gritantes. Olhos em chamas, bocas sem fim, E eu, tão pequena, encolho-me em mim.
As vozes murmuram, outras berram, Dizem que sou fraca, que não me querem. Cada palavra crava-se fundo, Como farpas deixadas no meu próprio mundo.
E se correr, e se fugir? Será que um dia hão de partir? Ou sou eu quem os mantém, Presos num ciclo que nunca tem fim?
Mas entre os ecos, um sopro leve, Uma brisa suave, um tom que escreve: "Tu és mais forte do que pensas ser, E esses fantasmas... não te podem deter."
YOU ARE READING
illusions
Poetry"This is where I write down my thoughts and ideas about various topics that pique people's curiosity."
