Onde estás? Pergunto em vão,
vejo-te, mas já não és tu.
O brilho que tinhas na alma,
apagou-se num mundo cru.
Trocaste sonhos por números,
cores por papéis gastos,
perdeste o riso inocente
nos corredores do cansaço.
Havia em ti um universo,
planetas feitos de giz,
cidades onde o amor crescia,
onde eras livre e feliz.
Mas vieste para este mundo,
onde contam mais as moedas,
onde o tempo é vendido
e os dias morrem em ledas.
E eu? O que sou agora?
Um fantasma dentro de ti?
A criança que abandonaste,
presa num corpo que não sorri?
Olha-me nos olhos, por favor,
não me deixes desaparecer,
não permitas que a vida adulta
te ensine apenas a esquecer.
Resgata-me do esquecimento,
devolve-me os teus ideais,
mostra-me que ainda há tempo
para viver como sonhais.
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illusions
Poesia"This is where I write down my thoughts and ideas about various topics that pique people's curiosity."
