Triste reviravolta

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Allie

Vim direto do trabalho para a casa dele. Dormir lá, já havia se tornado uma rotina, e diga-se de passagem, que desagradava por demais meu avô.
Que inclusive, nos últimos meses falava somente estritamente o necessário comigo, pois adotou uma postura de total indiferença.
Isso me deixava muito triste, mas eu não tinha como deixar Lucca de lado e, esse modo de agir do meu avô estava me forçando a escolher entre eles... o que evitei fazer durante todo o nosso relacionamento.
Mas agora, estava me vendo sem saída e meu avô não estava facilitando em nada com essa postura irascível.

Na última vez, que conseguimos conversar por um tempo sem que ele atacasse Lucca e meu relacionamento, conversamos sobre meu sonho de ir para Londres e visitar o a biblioteca real e o acervo da universidade de Oxford.
Ele disse que estava agilizando para que a autorização da visitação à biblioteca fosse emitida. E eu, eufórica, o corrigi dizendo autorizações. Pois era um sonho compartilhado com Lucca e eu não me via realizando-o sem ele.
Bastou para que meu avô se enfurecesse, nossa trégua fosse por água a baixo e trocássemos farpas.
Para variar, ele disse que meu relacionamento estava fadado ao fracasso, que Lucca era um estorvo e ia me impedir de realizar meus objetivos.
Mais uma vez, foi de uma grosseria sem igual chamando-o de aleijado e peso morto e não sei o que mais teria dito, se minha avó não tivesse intervindo a tempo.
Desde então, tenho evitado de encontrá-lo e passo a maior parte do tempo na casa dos Landucci.
Afinal, sempre foram acolhedores e apoiaram nosso relacionamento.

Cheguei e os pais dele não estavam , haviam ido jantar fora e ao teatro, programa perfeito para a noite de sexta - feira. Fábio também não estava, aliás era muito difícil encontra -lo em casa ultimamente.
Ele e Carolina não se desgrudavam.
E que bom vê-los felizes!
Me dirigi ao quarto dele e encontrei a porta entreaberta, ele estava ao computador trabalhando.
Tão lindo de óculos, tao concentrado
que não me ouviu chegar.
- Oi,bebê. - disse suavemente para não
assustá-lo.
-Oi, princesa ! Que bom que chegou, eu estava morrendo de saudades! - falou me dando um sorriso radiante.
-Eu também. - respondi, sentando em seu colo e o beijando sofregamente.

Quando nós separamos, eu fiquei olhando para ele com um sorriso

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Quando nós separamos, eu fiquei olhando para ele com um sorriso.
- O que foi? - perguntou curioso.
- Nada. É que eu te amo muito! - respondi afetuosa.
- E eu te amo super mais!- disse me dando um selinho. - Como foi seu dia?
-Tudo bem. O projeto de poesia foi um
sucesso!- respondi, tomada pelo entusiasmo - A apresentação das turmas, os pais emocionados... Graças a Deus, deu tudo certo!
- A Deus e ao seu empenho, princesa!- me abraçou apertado.

- E o seu, meu príncipe? -perguntei
atenta à sua expressão.
- Proveitoso. Consegui concluir dois
projetos. E estou desenvolvendo um outro de reforma para o apartamento do Sam.- seu tom era entusiasmado.
-Hum ... você está trabalhando muito, vejo que está se dedicando bastante.- falei cautelosa- Só não acho que devia ficar tanto tempo sentado, com o pé
para baixo como está. Talvez, por isso, você sinta tanta dor.

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