Um amor que teve início na adolescência, pode ser destruído por um acidente e suas consequências?
Imaturidade, traumas do passado, falta de confiança e preconceito, podem acabar com uma relação?
Nessa história vamos descobrir como o autoconhecimento...
Olá amoras e amorecos! Um fantasminha nada camarada está dando as caras...
Henry
Depois que perdi Carolina, por conta da minha covardia, minha vida se tornou cinza e sem alegria. Logo após ao término, tentei afogar as mágoas saindo com mulheres diferentes, sem nem mesmo lembrar de seus nomes no dia seguinte, tamanha a rotatividade. Também passei a beber muito... me sentia um perdedor.
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Eu tentei por diversas vezes falar com ela, me explicar, tentar me desculpar . Mandei flores, os mais diversos tipos de presentes, que foram sumariamente devolvidos. E os pais dela sempre diziam que ela não queria falar comigo ou me ver. Ela havia voltado para a casa dos pais, trocado o número do celular e saído do emprego. Até mesmo os amigos que tínhamos em comum, não tinham notícias ou contato com ela. Era como se ela nunca houvesse existido, tivesse sido uma alucinação. Porém, a dor e o arrependimento que me atormentavam, eram bem reais. Depois de muito insistir e ter todas minhas tentativas de aproximação frustradas e, vendo minha vida naufragar, decidi voltar para Londres. para a minha família disfuncional.
Flashback On
Ao chegar em casa, para minha total e absoluta surpresa, meus pais perceberam minha infelicidade. E após muita insistência da parte deles, acabei revelando a razão da minha agonia e abatimento. Sem medir consequências ou ligar para julgamentos, desabafei: ⁃ Eu estava namorando... - Filho, que surpresa!!! Você nunca mencionou... - disse minha mãe, parecendo genuinamente surpresa. ⁃ Nunca mencionei porque sabia que vocês não aprovariam.- afirmei encarando-os hostil. - E por qual razão você diz isso ?! - perguntou meu pai com ar de confusão. - Porque ela é negra e metade brasileira,- falei observando atentamente seus rostos mudarem de expressão-Sei o quanto vocês são preconceituosos!!! - Henry, nós não...- meu pai tentou argumentar mas não permiti. - Se sentem superiores. Desprezam os latino- americanos, asiáticos. Enfim, tudo e todos que diferem do conceito de vocês do que é adequado.
Minha mãe, com ar de condescendência disse: - Nós jamais teríamos destratado sua amiga, caso você decidisse apresentá-la, somos bem educados, querido. E nós... - Vocês o quê?!- explodi diante da arrogância e também por todos os anos de intolerância que vi praticarem.- Vão tentar negar?! E todas as vezes que me proibiram de brincar, de ir aos aniversários?! Me mudaram de sala ou até mesmo de escola?! - Henry nós jamais... nós só queríamos o melhor para você... e... - Jamais pensaram que eu iria contra o que tentaram me ensinar?! Que eu teria o discernimento necessário para perceber o quão nfeliz vocês são?! Mas a culpa de perdê- la é minha... - Filho, não se culpe...- minha mãe tentou pateticamente me consolar. - Fui um covarde por ter medo da reação de vocês!!!- continuei ignorando a interrupção- Por querer protegê- la e fazer da maneira mais errada possível. Achando que ao ocultar a sua existência e o nosso relacionamento que estaria nos poupando de dissabores maiores.