Inteiros

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Allie

Após termos nos amado no banheiro, acabamos adormecendo quase que de imediato ao deitarmos, realmente exaustos, mas satisfeitos.

Acordei e tentei sair da cama, sem despertá-lo, mas falhei.

Ele me puxou de volta para a cama com firmeza, me virando de bruços sem me dar tempo de reagir.
Suas mãos deslizaram pela minha pele, traçando caminhos lentos, ao mesmo tempo carinhosos e dominadores.
- Agora é a minha vez, princesa... - murmurou rente ao meu ouvido, a voz grave e carregada de desejo.

Um arrepio percorreu minha coluna inteira. Ele segurou meus quadris e me fez empinar para ele, os dedos firmes controlando cada movimento. Quando me penetrou de uma vez, profunda e intensamente, soltei um gemido alto, incapaz de esconder a onda de prazer que me atravessava.
Ele se moveu no seu ritmo, firme, certeiro, deixando claro que o comando era dele.
Uma das mãos apertava minha cintura, enquanto a outra subia lentamente até enlaçar meu cabelo, puxando minha cabeça levemente para trás.

- É assim que eu castigo meninas más... fazendo elas implorarem por mais.
E eu implorei.
Entre gemidos, arfando seu nome, pedia que não parasse, que me levasse além.
A cada investida, sentia o mundo desmoronar e renascer dentro de mim.

Ele virou meu corpo de lado, me prendendo contra o peito, as pernas enlaçadas.
Seus dedos exploravam meu clitóris com precisão, sincronizados com seus movimentos dentro de mim. Eu já não conseguia controlar os gemidos nem conter os espasmos que me sacudiam inteira.
- Goza pra mim, Alícia... - ordenou entre dentes, com a respiração quente contra minha nuca.

E eu gozei.
Com força, tremendo em seus braços, gritando seu nome como se fosse a única palavra que existia no mundo.
Logo em seguida, ele também se deixou levar, enterrando o rosto no meu pescoço enquanto gozava intensamente, o corpo colado ao meu.
Ficamos abraçados, ofegantes, os corações descompassados batendo em uníssono.
Ele beijou meu ombro, ainda me envolvendo com firmeza, como se quisesse deixar marcado que, naquela cama, eu era dele.
- Castigo cumprido... - murmurou com um sorriso cansado, mas cheio de malícia.
Sorri também, sem forças para responder. Só consegui fechar os olhos e me entregar ao aconchego dele, certa de que, se todo "castigo" fosse assim, eu seria eternamente culpada.

 Só consegui fechar os olhos e me entregar ao aconchego dele, certa de que, se todo "castigo" fosse assim, eu seria eternamente culpada

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O sol da manhã atravessava as frestas da cortina quando abri os olhos. Ainda envolvida em seus braços, senti o calor do corpo dele contra o meu, pesado e relaxado pelo sono.
Sorri sozinha ao lembrar da intensidade da noite anterior - cada instante gravado em mim como fogo na pele.

Mas logo percebi sua respiração diferente, mais curta. Ele mexeu-se devagar, tentando se sentar na cama, e um suspiro carregado de dor escapou de seus lábios.
- Amor... - sussurrei, acariciando seu rosto. - Não força.
Ele franziu o cenho, tentando disfarçar.
- Eu consigo... - murmurou, tentando apoiar o peso na perna direita, a menos afetada, mas logo o pé ferido respondeu com uma pontada aguda.
O corpo dele enrijeceu, os dentes cerrados para não gemer alto.
Meu coração apertou.
Corri até a cadeira de rodas, que ficava encostada no canto do quarto. Ele a olhou com raiva silenciosa, como se a simples presença fosse uma afronta.
- Não, Alicia... hoje não. Eu não preciso disso. - A voz dele estava firme, mas seus olhos denunciavam o conflito.

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