Um amor que teve início na adolescência, pode ser destruído por um acidente e suas consequências?
Imaturidade, traumas do passado, falta de confiança e preconceito, podem acabar com uma relação?
Nessa história vamos descobrir como o autoconhecimento...
Magnífica. Perfeita. E todos os bons adjetivos que pudessem descrever uma lua de mel caberiam naqueles dias. Passamos momentos maravilhosos à beira da piscina, caminhamos por praias de água cristalina e, claro, fizemos amor. Ainda assim, em alguns instantes, surpreendia Carol pensativa, com o olhar distante e um ar de tristeza. Eu não precisava ser adivinho para saber que ela pensava nos pais.
Eles nem sequer sabiam que seriam avós... Não consigo imaginar o quão difícil deve ser ficar longe da família. Provavelmente, eu não suportaria - meus pais e meu irmão sempre foram tudo para mim. E agora, Carol e o nosso filho.
Filho... caraca, eu vou ser pai! Só de pensar nisso, sentia um tremor percorrer o corpo. Tantas emoções de uma vez. Eu só esperava ser metade do pai que o meu foi, e é, para mim e para o meu irmão: presente, amoroso, companheiro. Firme, mas justo. Era muita responsabilidade, mas com Carol ao meu lado, eu me sentia capaz de tudo.
De volta à rotina, com casa nova e novos hábitos, a transição não foi tão difícil. Afinal, já morávamos juntos, então continuamos dividindo as tarefas, indo e voltando do trabalho lado a lado. Rosa, a auxiliar dos meus pais, havia nos indicado uma senhora para cuidar da casa - limpeza, roupas, tudo. Becky chegava pontualmente às sete e saía às quatro e meia. Era simpática, discreta e eficiente. Eu não poderia estar mais satisfeito. E achei que Carol também estivesse... Até o dia em que a encontrei chorando.
- Amor, o que foi?! Está se sentindo mal?! - perguntei, assustado. O choro era tão intenso que ela não conseguiu responder. - Carol, fala comigo... deixa eu te ajudar - pedi, sentando-me ao seu lado e puxando-a para meus braços. - Eu sinto falta deles... Eles nem sabem que estou grávida. Como puderam me abandonar assim?! - disse entre soluços. Eu não sabia o que dizer. Também não conseguia entender nem aceitar a atitude dos pais dela. - Amor, nós já tentamos entrar em contato com eles. Fomos ignorados. Não podemos forçá-los a nada. - Eu sei, mas... - ela hesitou, enxugando as lágrimas. - Eu vou aprender a lidar com isso - completou, tentando convencer a si mesma. A abracei com força. Não havia nada que eu pudesse dizer.
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Naquela noite, durante o jantar, ela mal comeu e quase não falou. Respeitei seu silêncio. Tudo o que eu podia fazer era estar ao seu lado e apoiá-la. No dia seguinte, parecia mais serena. Sorria, o semblante leve, e o brilho nos olhos havia voltado. - Bom dia, anjo - murmurei, observando-a à mesa do café. - Bom dia, amor! - respondeu com aquele sorriso que enchia meu coração de alegria.
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