A última batalha

30 2 0
                                        

Allie

Depois da lua de mel, que teve um momento tenso e desagradável causado  por aquela idiota, voltamos para casa e para a vida real.
E, para minha surpresa, parecia que o mundo finalmente tinha decidido compensar Lucca por tudo o que ele já tinha enfrentado.
Ele foi convidado para trabalhar como assistente do professor Robertson, uma das sumidades em arquitetura em Lansing e o mesmo que tinha dado aula para ele na graduação.
Um reconhecimento mais que merecido. Eu sentia orgulho só de vê-lo respirar… imagina então vê-lo avançar assim.

Ainda assim, ele continuaria desenvolvendo alguns projetos para a firma do pai e indo ao escritório pelo menos duas vezes por semana.
A rotina dele ficou pesada, mas ele encarava tudo com aquela determinação bonita que me encanta.
Íamos juntos para a universidade, menos nos dias em que ele tinha natação e trabalhávamos em prédios diferentes. Ele também tinha voltado a praticar esportes, e eu nunca vou esquecer o brilho nos olhos dele quando encontrou um time de basquete em cadeira de rodas.
As quartas-feiras passaram a ter um novo significado.
Além disso, nadava três vezes por semana.
Ritmo forte.
Desgastante.

E, ainda assim… ele sempre encontrava tempo para me surpreender

Ops! Esta imagem não segue nossas diretrizes de conteúdo. Para continuar a publicação, tente removê-la ou carregar outra.

E, ainda assim… ele sempre encontrava tempo para me surpreender.
Fazia o jantar.
Passava na lavanderia para pegar nossas roupas. Me presenteava com chocolates, flores, e deixava bilhetes amorosos pela manhã nos dias em que saía às cinco para treinar.
Eu guardava todos.
Cada papelzinho era um pedaço dele.
E, Deus, como eu me apaixonava mais a cada gesto.
Lucca não era só meu marido.
Era meu príncipe.
Meu porto seguro.
Meu companheiro.
Meu tudo.
E eu me esforçava para retribuir cada mínimo detalhe.

Comecei a ir aos jogos sempre que possível. Eu, que nunca fui de esportes, já me pegava discutindo tática com as esposas e namoradas dos outros jogadores.
Montamos um pequeno “comitê” para preparar lanches, organizar partidas e incentivar os treinos.
E quando percebi, estava liderando a organização de um campeonato inteiro.
Foi um sucesso.
E o melhor de tudo: o time dele ganhou.
Com ele como capitão.
A alegria dele ao retomar uma vida ativa, mesmo com as limitações, mesmo com as dores ainda aparecendo era contagiante.
Eu via esperança brotar nele.
Via vida.
E isso abafava o que quer que ainda restasse de medo em mim.
Nós estávamos felizes.
Realmente felizes.

Realmente felizes

Ops! Esta imagem não segue nossas diretrizes de conteúdo. Para continuar a publicação, tente removê-la ou carregar outra.
Rise UPHistórias para pegar e não largar. Descubra agora