Chá de bebê e revelações

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Carolina

O jardim estava lindo.
Não... estava perfeito.
Os tons de azul contrastavam com os detalhes dourados de um jeito elegante, delicado, digno do nosso pequeno príncipe.
As flores, as luzes suaves, cada arranjo no lugar exato, tudo refletia exatamente o que eu havia sonhado tantas vezes, de olhos fechados.
Eu tinha me esmerado em cada detalhe. E, com a ajuda da Allie e do Lucca, tudo havia ganhado vida.
Olhando ao redor, senti o peito aquecer. Mais uma vez, tive a certeza de que não poderiam existir padrinhos melhores para o meu filho.
Eles se desdobravam em cuidado, em atenção, em amor... como se Enzo também fosse deles.

Depois de tanto tempo, uma parte da gangue finalmente se reuniria.
Sam, Lou e Julian tinham voltado recentemente, depois de um ano e três meses fora por conta do trabalho dele. Jane e Robert, que haviam desistido de Paris, estavam de volta para fixar residência em Michigan.
E eu mal podia acreditar que, enfim, conheceria Julian.
Um ano e seis meses já!!!
Do jeito que eu estava ansiosa e com todas as reviravoltas que ocorreram em nossas vidas, mais um pouco ele tocaria a campainha e se apresentaria sozinho.
Sorri com a ideia absurda.
- Anjo, já está tudo organizado na cozinha e com o bufê - Fábio disse, surgindo ao meu lado.
- Obrigada, amor... eu não sei o que faria sem você.
- Eu também não consigo imaginar como você sobreviveria sem mim - respondeu rindo, desviando do tapa que tentei lhe dar no braço.
- Seu bobo!!! - falei, rindo também.
- Bobo? Estamos suaves hoje... hum...
- Seu idiotinha!!!
- Agora sim!!! - ele provocou. - Essa é a minha Carolina.
Revirei os olhos, ainda sorrindo.
- Agora é sério. Vamos subir e nos arrumar. Os convidados vão começar a chegar em menos de quarenta minutos. - falei, levando instintivamente as mãos às costas, que insistiam em incomodar.
Ele me olhou na mesma hora, preocupado.
- Amor... você está sentindo alguma coisa?!
- Não. Está tudo bem - respondi. - Carregar seu filho não é fácil. O menino é pesado!
Caímos na risada, e antes que eu pudesse reagir, Fábio me pegou no colo.
- Fábio, me põe no chão!!! Eu posso andar!!! - reclamei, rindo mais ainda.
- Eu sei que pode - disse ele, tranquilo. - Mas eu quero carregar meus dois amores.
E, sem o menor esforço, nos levou até o quarto.

E, sem o menor esforço, nos levou até o quarto

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Tomamos banho juntos e demos uma rapidinha, só para não perder o costume.
Pouco depois, o som das vozes anunciou o início do agito.
Os convidados começaram a chegar, enchendo a casa de risadas e expectativa.
Allie e dona Marina já estavam lá, me ajudando a recepcionar todos. Convidamos apenas os mais íntimos, alguns colegas do escritório.
Desta vez, não chamei nenhuma das amigas da universidade. Não era sobre excluir... era sobre proteger.
Então a campainha tocou.
Sam entrou carregando um Julian profundamente adormecido, seguido por Lou, com expressão cansada, mas um sorriso sincero no rosto.
- Carol... prepara-se! - disse Sam, me beijando no rosto.
Ele riu quando estendi os braços, e eu peguei Julian do colo dele, aconchegando o pequeno contra o meu peito.
Naquele instante, com o peso quente daquele bebê nos braços e o coração cheio demais para caber em mim, tive certeza de uma coisa: aquela tarde não era apenas um chá de bebê.
Era uma celebração de amor, de reencontros... e de tudo o que ainda estava por vir.

Rise UPHistórias para pegar e não largar. Descubra agora