Um amor que teve início na adolescência, pode ser destruído por um acidente e suas consequências?
Imaturidade, traumas do passado, falta de confiança e preconceito, podem acabar com uma relação?
Nessa história vamos descobrir como o autoconhecimento...
Eu estava tão envolvido cơm a reforma da nossa casa, que procurava acompanhar pessoalmente cada etapa, mesmo que isso significasse deixar as recomendações médicas de lado. Diversas vezes, voltei para casa dominado pela dor e jurando não fazer mais isso, mas não conseguia resistir. A fachada já havia sido remodelada e a equipe de paisagismo havia começado a trabalhar a todo vapor. E ver nosso sonho tomando forma, me fazia ter mais ânimo e por muitas vezes abusar, ignorando os limites do meu corpo.
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A reforma avançava rapidamente, porém, tivemos que contratar um novo empreiteiro, já que o que estava à frente da nossa obra foi obrigado a se afastar por questões de saúde. A contratação do novo empreiteiro ficou por conta do RH do escritório do meu pai. E aparentemente, tudo correu bem, apesar de ele ter colocado como exigência para assumir uma obra já em andamento, trazer sua própria equipe.
Infelizmente, no primeiro dia dele na obra, não pude ir por conta de alguns exames que precisei realizar e Allie o recepcionou. E disse ter gostado dele, apesar de sua excessiva simpatia e certa indiscrição. Ele se chamava Joe e era bonachão, segundo ela. Rimos. E eu não dei muita importância ao fato.
Entretanto quando cheguei à obra e o ouvi conversando com dois operários senti meu sangue ferver... Joe falava: ⁃ Fiquei sabendo que o filho do patrão que vai casar com aquele mulherão, é o que ficou aleijado! A coitada tão bonita e vai casar com um cara assim... - Ei Joe, é deficiente que se fala. E coitado dele, isso sim... - Como assim?!- perguntou o terceiro. - Ah, logo, logo, vai ser chifrudo. Até parece que aquela belezura gosta dele de verdade.- afirmou para os dois operários que o ouviam atentamente- Deve estar com ele por pena. - Ah, Joe... pode ser que ela goste mesmo dele...ele tem uma boa aparência...- O mesmo que questionou o que Joe quis dizer com o coitado, tentou argumentar hesitante. - Quando eu comecei na firma, estava uma comoção geral por causa do tal acidente que o moço tinha sofrido.- o outro que havia se calado comentou. Joe deu o golpe final: ⁃ Se eu fosse ela, bonita e jovem desse jeito, dava um jeitinho de me livrar desse fardo. Jimmy, já pensou ter que ajudar a tomar banho, não poder ir a lugar nenhum, ter que limpar o traseiro dele?! ⁃ É, Joe " ce" tem razão.- Jimmy concordou e acrescentou- E apresentar "pros"amigos...Eu tenho pena dele. Só vi uma vez, ele é bonitão, o que ferra é aquela caldeira de roda. - Deve ser tenso...- Carl falou com tom de piedade. ⁃ Será que ele ainda funciona ? Sabe consegue " dar no couro... ou tudo está estragado? - falou Joe com ar de deboche e tentando conter o riso.
Cansei de ouvir aqueles absurdos e os interrompi: - Bom dia Jimmy, Carl. E você deve ser Joe, o novo empreiteiro... - Bom dia, senhor Landucci.- sem me encarar, responderam nervosos. E eu continuei incisivo: - Vou pedir que se concentrem no trabalho e guardem as opiniões e comentários de vocês para depois do expediente e de preferência bem longe daqui. Estamos estendidos ?! E