Retornar ao trabalho foi horrível, tanto para Eren como Levi, nunca iriam admitir, não em voz alta, mas estavam extremamente apegados aos filhos e a rotina em casa que tinham adotado por tanto tempo lado a lado, com Bob e Bea. Portanto, retornar para a Corporação e o Fórum foi uma facada dolorosa no peito dos dois babões que ao deixarem os gêmeos com August e Kushel repetiram diversas vezes para eles que não iriam demorar. Os avós estavam bem satisfeitos da sugestão deles cuidarem dos pequenos ter sido acatada, afinal preferiam que fosse eles à uma babá qualquer ou uma creche, os meninos eram jovens demais para uma coisa daquelas.
Carla estava em processo de mudança para um apartamento próximo, já não conseguiria ficar tão longe do filho e muito menos da família que ele estava construindo com Levi. Recusou o convite dos dois que viesse morar com eles, afinal não queria atrapalhá-los, apesar da boa vontade deles. Algumas tardes tinha acesso direto à casa dos sogros do filho, os quais desde o jantar que havia os conhecido finalmente haviam se tornado grandes amigos. Auxiliava com Ethan e Théo satisfeita de cada evolução do crescimento deles que notavam.
Era nítida a diferença que um único bebê poderia fazer na vida de um casal, afinal tinham acesso aquilo desde o instante que Lívia nasceu e conseguiram visualizar as mudanças em Erwin e Hanji. No entanto, não acreditavam o quão duplicado poderia ser aquela situação com dois bebês em casa.
A rotina mudou, ou melhor, deixou de existir, já não existia o de sempre. Todo dia poderia ser completamente distinto do anterior, e normalmente era. O quarto já não era exclusivo de Levi e Eren, pois dois pequenos intrusos conseguiram desde o dia do nascimento ocupar um espaço por lá, assim como Beatriz que por diversas noites dormia na cama dos pais. Desistiu após as diversas madrugadas que um deles acordava, chorava e os pais tinham que ir até eles entender a razão e em seguida acalmá-los, se a menina queria ter uma noite completa de sono ficava em seu próprio quarto.
Os banhos deixaram de ser em conjunto para serem rápidos e individuais enquanto o outro ficava a observar os filhos e garantir que estava tudo certo. O som preferido eram as gargalhadas dos filhos, o beijo eram aqueles babados que até Beatriz recebia quando os pais colocavam cuidadosamente um dos meninos sobre suas pernas e arrumavam-o para que ficasse sobre ela e conseguisse o pegar no colo. Apesar de noites mal dormidas, pouco tempo para aproveitarem como casal, excluindo-se algumas madrugadas exaustivas que após colocarem todos para dormir seguiam para um banho quente e tranquilo aproveitando-se um do outro, a experiência de ter três filhos e um cachorro era incrível e não conseguiriam reclamar de nada. Era perfeito e queriam guardar na memória todos os segundos juntos.
- Como eles estão? — Isabel perguntou curiosa analisando o semblante beirando ao exausto de Levi, sabia que a culpa era também do trabalho, porém tinha certeza que determinada dupla tinha papel fundamental naquelas olheiras.
Da mesma forma que tinha acesso ao visitá-los e encontrar Eren quase dormindo no sofá agarrado a um dos gêmeos, Beatriz com a cabeça em sua coxa, Bob esticado no chão e Levi normalmente menos "morto-vivo" segurando o outro menino enquanto assistiam televisão ou apenas ficavam deitados aproveitando a presença uns dos outros.
- Não entendo o motivo de tanto choro, sério. — Respirou fundo e passo uma das mãos nos cabelos os bagunçando ligeiramente com extremo cansaço, apesar de um sorriso se manter presente e bem fixo nos lábios ao lembrar-se dos filhos. — Tudo é motivo de choro, não há necessidade. Por exemplo, estão com fome, ok, chorem e nos avisem que precisam comer. Eren é cabeça oca, pode esquecer disso, mas basta um: "Hey, fome"; e pronto, entendemos e vamos cuidar disso. Não precisam gritar como se o mundo estivesse acabando e quase nos chamando de desnaturados sendo que obviamente vamos os dar alimento. Dor eu até entendo, fico com dó, mas entendo e só quero que eles não sintam mais. Mas fraldas sujas é motivo de choro?! — Negou não esperando respostas daquele desabafo que tinha iniciado quase sozinho, pois os amigos não o respondiam, apenas aguardavam aquilo finalizar para rir de sua cara. — Não são! Era só dar uma choradinha do tipo: "Pais, trabalho feito, nos troquem"; sem necessidade serem tão chorões assim...
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Mistérios (Riren/Ereri)
FanfictionUm caso aleatório em um bar que apenas deixou um bilhete após uma noite casual pode vir a se tornar algo a mais em sua vida, principalmente ao encontrá-lo logo no dia seguinte em uma sala de aula, justamente no local que nunca pensou que o reencontr...
