13 - sororidade

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Depois do episódio no banheiro se passou uma semana. Eu não queria, mas fiquei desconfiada durante o resto da noite daquele dia, fui gentil quando perguntaram se estavam bem e quando me despedi de Otávio, mas somente isso.

Eu raramente saio de casa, porém durante esses dias Jade e Nicole me arrastaram pra pracinha daqui do condomínio e pra pista de patins. A loira admitiu que vem mais aqui por causa disso, o que me fez rir com a sinceridade. A galera acha que eu não percebi que estão tentando saber o que aconteceu naquela noite. Krawk vive praticamente no studio e conversa comigo mais pelo whatsaap, Leozin e Thiago fala mais com a gente pelo grupo que temos já que também vivem produzindo suas coisas. Kant e Tavin estão sumidos desde ontem.

- Oi, minha vida. - escutei a voz alegre e sorri olhando para a tela do notebook onde a mulher da minha vida sorria pra mim.

- Oi mãe. - fiz um coque em meu cabelo. Conversamos todos os dias e ainda não falei com dona Luna sobre tudo que aconteceu. - Como estão as coisas?

- Tá tudo bem por aqui, e por aí? Seu pai e a Alessandra disse que você está se adaptando bem... Em todas chamadas você está alegre também. - sorriu. O sorriso dessa mulher me ilumina.

- Estou bem... é só que eu conheci um garoto mãe. - falei um pouco retraída. Esses assuntos viraram um grande tabu pra mim.

- Hum. - riu. - Me conta mais, você se sente bem perto dele? Como ele é? Me passa o Instagram dele. - falou apressada e ri.

Respirei fundo e comecei falar o que aconteceu desde então. Mamãe me escutava com muita atenção e às vezes fazias algumas caretas.

- O que você acha?

- Não devia dar ouvidos e nem ter se aproximado da tal Gabrielly. - falou de início. Fiz uma careta sem entender.

- Mas mãe, você me ensinou desde pequena que nos mulheres devemos levantar outras mulheres e ajudá -las.

- Eu disse, - sorriu. - e tenho muito orgulho de ter me escutado e feito o que fez.

Ela estava orgulhosa de mim, mesmo do outro lado do mundo ela continuava do meu lado e isso preencheu meu coração.

- Então...

- Sororidade não é sobre passar a mão na cabeça de mulher sem noção filha mas claro sem querer rivalidade... - suspirei. - Repense bem, converse com as meninas que conhece ele a mais tempo, converse com ele, seu irmão deve saber mais... Você prefere acreditar em uma garota estranha que aparentemente é ótima em manipulação do que em pessoas que convive? - a mulher do outro lado da tela mordeu sua maçã como se também pensasse.

Passei a mão no cabelo.

- Não acredito nela, só estou com medo e desconfiada, sabe que tenho problema em deixar qualquer pessoa entrar na minha é principalmente porque acho que estou interessada nele. - falei envergonhada e respirei fundo.

- Olha, sabe que respeito muito isso, concordo que deve fazer somente o que se sente confortável mas tá tudo bem se envolver com um garoto amor, faz o que eu te falei e qualquer coisa avise! - sorriu acolhedora.

- Tudo nem, você está certa, vou conversar com a galera, depois com e ele. - exclamei decidida e ela bateu palmas rindo.

Conversamos durante um tempo. Depois desliguei.

- Filha? Tá acordada? - escutei as batidas na porta e ouvi a voz do meu pai. Corri pra abrir, apesar de trabalhar muito na empresa que ele é CEO, também é muito presente.

- Oi pai. - abri a porta o abraçando forte e ele retribuiu.

- Você tá bem? Falou com sua mãe hoje?

- Sim e sim. - sorri.

- Lua, tava querendo falar com você. - Me afastei do meu pai assim que vi Ni.

- Oi amiga. - a abracei.

- Tá afim de uma praia com a galera? - sorriu. Eu amo que ela está sempre animada. Olhei pro meu pai que balançou a cabeça em concordância, beijou minha testa e caminhou até seu quarto.

- Volte antes das nove, vamos a um restaurante. - avisou.

- Beleza. - falei de volta entrando no meu quarto.

- Tem biquíni? - a ruiva perguntou. Era umas quatro da tarde e o tempo estava típico do país nessa época: sol e calor.

- Não vou me sentir confrotavel... - respondi pegando uma mochila, coloquei um maiô e toalha.

- Menina você tem o corpo lindo, tem que mostrar. - bateu palmas, mais uma vez, animada fazendo eu soltar uma risada.

- Um dia talvez, - peguei mais algumas coisas e coloquei a mochila nas costas. - onde tá a Jade?

- No carro, seu irmão e o resto dos meninos também vão. - respondeu saindo do quarto. Engoli o seco a seguindo.

Minha mente começou a formular e mostrar vários diálogos, ações e reações que todos e principalmente Tavin poderia ter com o que vou contar. Fazendo com que eu repense se vale a pena falar sobre tudo isso.

Não nada mais traiçoeiro que a dúvida e a mente, juntas.

[...]

oi meus amô, olha quem tá de volta.

fiquei esse capítulo mais na relação da Lua com a mãe e o pai, é muito importante vocês prestarem atenção... tudo muda.
espero que estejam gostando. obrigada a quem estiver lendo! 💖

votem e comentem, por favor.

Conexão || Tavin McHistórias para pegar e não largar. Descubra agora