26 - odeia é?

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Meu coração batia tão forte contra meu peito que seria tão fácil explodir dentro de mim. Não entendo o motivo do meu nervosismo, Jade me pilhou' demais com aquela conversa mais cedo.

Ficamos a tarde inteira no estúdio com os meninos, meu irmão gravou duas músicas solo que iria lançar esse ano e fechou compromisso com Kant e Nog pra' um som que pretendem lançar em abril, Thiago e Leozin gravaram som juntos também. Fiquei enchendo o saco deles junto com as meninas, rendeu risadas, piadas internas e sorrisos de todo mundo.

- Querida, Mônica já está te esperando. - minha madrasta disse passando pela porta do meu quarto.

Conferi meu visual no espelho, coloquei um vestido tubinho branco e um tênis preto. Meus cabelos estavam soltos, resolvi passar apenas um delineado e um batom escuro. Passei meu perfume de rosas saindo do quarto, despedi de Andressa, mandei beijos para Krawk e Nicole da cozinha. Eles juram que vão conseguir fazer um ótimo jantar mas todo mundo sabe que são péssimos na cozinha.

- Já está indo filha? - meu pai perguntou aparecendo na minha frente.

- Sim. - respondi tentando disfarçar meu nervosismo. Ele riu beijando minha testa.

- Bom encontro. - falou dando espaço para eu passar.

- Isso não é um encontro pai, como te falei somos amigos. - justifiquei ouvindo a risada do mais velho. - Beijos.

Sai da casa, cumprimentei Mônica sorrindo. Entrei no carro fechando a porta e meu celular tocou.

Tavin 💖

Atendi torcendo para minha voz não falhar pelo nervosismo.

- Oi linda, deixa eu te falar - escutei sua voz do outro lado. - pede pra Mônica deixar você aqui em casa, vamo' numa pracinha legal aqui perto, acho que você vai curtir.

- Claro, pode ser, vai ser legal. - respondi. - Já estamos indo. - conclui vendo ela dirigir pelo trajeto que o GPS mostrava em seu celular.

- Beleza, tô te esperando. - desligou. Soltei o ar que estava segurando.

- Animada para o seu primeiro encontro? - perguntou Mônica uma mulher alta, com cabelos pretos e curtos na altura dos ombros, como seus olhos de pele pálida.

- Gente isso não é um encontro. - falei rápido. Ela riu alto.

- Estava assim no meu primeiro encontro com a Bia, - me olhou pelo retrovisor pensativa. - foi incrível, e eu também jurava que não era um encontro e hoje em dia moramos juntas e pretendemos adotar uma criança.

Sorri feliz pelas duas. Formavam um casal muito lindo.

- Bom, espero que sobre a criança dê tudo certo - disse animada. - mas isso não é um encontro, eu e ele somos amigos e não vamos morar juntos. - conclui por fim, o óbvio. Ela riu mais uma vez.

- Vocês adolescentes são engraçados às vezes.

- Por quê?

- Negam o óbvio por medo do novo. Apesar de ser uma pessoa que presa a razão além da emoção eu acho que você devia se arriscar hoje, só hoje. - respondeu minha pergunta e piscou.

Suspirei pensativa. Olhei para a janela vendo como São Paulo era movimentada mesmo de noite, como se as pessoas ali nunca estivessem cansadas das luzes artificiais e da vida corrida. Esse pensamento passou pela minha mente e me perguntei se quero seguir o mesmo caminho que todas essas pessoas.

Conexão || Tavin McHistórias para pegar e não largar. Descubra agora