82 - paixão

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O amor é a única coisa que pode iluminar até mesmo as mais escuras das noites.
O ar que ele respira — Brittany Cherry.




° T A V I N °


     Luana nem se preocupava em disfarçar que seus olhos estavam presos em mim. Tento prestar atenção no filme, tento prestar atenção no incômodo da areia e percebo o quão ela me tem apenas por tão facilmente me arrastar para uma praia.

— Para de me olhar assim. – peço, a encarando e notando suas bochechas ficando vermelhas, suas mãos trêmulas e seu sorriso tímido. Porra, eu vou morrer e a culpa é dela.

   Controlo o impulso de a puxar para mim pelo pescoço, ignorando as conversas difíceis que teremos de ter e todas as outras pessoas ao redor.

— Assim como?

Maldita do caralho.

— Como se quisesse me dar. – tiro sarro gargalhando e ela desvia o olhar me dando um murro no braço. Ri nervosa, sem me preparar para a frase nos próximos segundos, me sentenciando:

— Eu quero te dar. – brincou, inclinando em minha direção e mordendo o lábio encarando meu colo. Ela ri, quando levanto em um pulo me afastando.

— Tarada maluca! – acuso em desespero ao sentir um arrepio passar pelo meu corpo. Simplesmente começo a correr, na intenção de levar ela para a área mais deserta.

   Sem me conter, um sorriso nasce no meu rosto quando escuto ela correr atrás de mim, ainda rindo.

— Você quem começou. – falou ofegante, quando parou a minha frente.

   As buzinas e o trânsito sinistro de São Paulo não foram suficientes para ofuscar o quão linda é. O vento bagunçando o cabelo e a saia, seu peito subindo e descendo com o maldito colar. Por céus, os peitos.

— Você tá pedindo por isso. – digo sério. Minha mão direita se fecha em seu pescoço, a puxando pra mim e erguendo seu rosto.

— Tavin... — sussurra surpresa. Aperto levemente com meus dedos a área sensível de seu pescoço e Luana estremece, fechando os olhos e abrindo levemente os lábios.

— Continua gostando disso? — provoco, querendo beijar sua boca até não aguentarmos mais.

— Por favor. – pede abrindo os olhos, olhando em direção a minha boca. Dou um risada, passando a língua levemente em meus lábios. — Tavin, não faz assim...

— Pede Luana, pede agora. – mando aproximando nossos rostos, a agarrando pela cintura e sentindo sua barriga se encaixar e roçar no meu pau.

— Me beija, agora! – dita, sorrindo levemente. E sem aguentar mais encarar seus olhos brilhando, pressiono meus lábios no seu.

    Queimo. Simplesmente entro em chamas quando ela invade minha boca com sua língua, abraçando meu pescoço com força. A beijo descontando minha saudade, meu desejo e minha paixão, Lua geme quando tiro a mão de seu pescoço e puxo os cabelos de sua nuca com força, a inclinando para invadir melhor sua boca, saboreando e notando que minha Lua continua com o mesmo gosto.

Minha Lua está de volta.
Ela voltou mesmo.
E está me tirando de órbita, acalmando minha maré em ira e alinhando tudo. Sinto o gosto salgado de lágrimas e não sei dizer quando nos separamos sem ar, de quem são.

— Você me beijou mesmo. – sussurra devagar, com os olhos arregalados.

— Você implorou, e eu não estava aguentando mais. – respondi, soltando seus cabelos. Abraço sua cintura, enfiando meu rosto no seu pescoço para sentir seu cheiro me embriagando completamente.

— Eu... eu não estava esperando. - riu nervosa, me apertando em seus braços. — Tavin, não aguento mais, preciso te perguntar algo. Algo sério.

   Tentando ser mais lógico e racional pelo seu tom sério afasto me, passando a mão em meu rosto, acalmando meu corpo e coração que no momento só quer puxar Luana para mim e nunca mais deixar ela sair.

— Manda.

— Você acha que é capaz de me amar novamente? – pergunta, se aproximando. Sua pergunta me acerta em cheio.

— O que?

— Porque se você disser que sim, vou lutar pro você e vou te conquistar. Te mostrar que podemos ter um amor tranquilo...

— Lua, o que te faz pensar que em algum momento eu deixei de te amar? – lanço a pergunta incrédulo, segurando suas mãos e as levando ao meu peito, onde meu coração bate acelerado. — Parça, só você faz ele bater dessa forma.

— Eu te amo tanto. Puta merda, foi tão difícil ter me afastado e ido embora! – confessa respirando fundo, e acariciando meu peito. Fecho os olhos sentindo seu carinho e a escutando. — Houve momentos, tantos momentos que eu queria que você estivesse lá comigo... Momentos de sorrisos quando ela recebeu a cura ou quando consegui sair sozinha para um café, mesmo com medo Tavin... Eu fui! Fui porque quero saber o que é viver, e quero viver com você do meu lado. – diz, e abro os olhos.

— Eu transbordo por você mano, de todas as formas. — digo e ela ri, revirando os olhos ao duplo sentido. — Confesso que ainda é inacreditável pra mim, e que muitas vezes pensei que a gente não era pra rolar – começo a dizer, e Luana não recua. Ela parece querer me escutar. – nosso amor era tranquilo mas tudo a nossa volta dava merda! Eu... Eu cogitei que talvez fosse um sinal que não era pra rolar.

— Tipo, que não éramos pra ser? — incentiva eu continuar, acariciando meu rosto.

— É, que era avisos que somos um erro só que... Parece tão certo essa parada, parece tão certo nós dois. – comento confuso, com medo.

— Eu entendo. Eu entendo sua insegurança, por isso te peço Tavin, me deixa te mostrar que podemos tentar novamente. Que não é sobre ser pra ser ou não, mas sim em fazer acontecer, eu quero você comigo. É só me dizer sim.

— Depois de tudo, eu continuo sendo seu. – falo baixinho, beijando sua testa. — Tudo bem Lua chorona, eu quero tentar novamente.

   Seus olhos voltam a brilhar, e o sorriso que tanto me apareceu na tela do celular e em sonhos se abre. Frente a frente agora.

— Vou te mostrar que nossa conexão é o sinal que devemos ficar — começa improvisando um beat horroroso, me fazendo rir — , e novamente fazer você se apaixonar e ser a memória viva em todo luar, que nosso amor é de lambuzar bumbum de recém nascido — para um instante, buscando uma rima. Dessa vez, gargalhei. — Depois de cagar. — finaliza, fazendo a mesma pose que eu faço quando mando um improviso.

— Ui, desse jeito cê vai acabar com a carreira do César. — não deixo de rir,  ela me empurra falando que estava se declarando. — Manda muito, Mc Galua!

— Seu ingrato! – resmunga.


[⁠・⁠۝・⁠]

vocês topam ler uma fic nova do Tavin na new era?

(sim, estou fingindo que não sumi por meses)

voltei.
🏡
[obrigada por ficarem, mesmo a autora deixando vocês com ódio]

Você leu todos os capítulos publicados.

⏰ Última atualização: Aug 12, 2023 ⏰

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