Helena
— Tinha deixado as meninas sendo atendidas e voltei rapidamente para o bar que ficava nas ruinas abaixo da Fortaleza,era uma espécie de lar tanto para caçadores como escravos que não eram mais necessitados de seus serviços e assim descartados como uma roupa velha e Angelica tinha vindo comigo.
Angelica:– Já ouviu os boatos?
Helena:– Quais?
Angelica:– parece que o Alfa está de volta.
Helena:– O que?
— Aquela história novamente já que sabiamos que à anos esse suposto líder de merda tinha abandonado à todo seu povo e agora a liderança cabia à outro.
Angelica:– Pois é foi isso que ouvi no hospital que estávamos.
— Por toda parte havia cantos para pessoas normais que assim como eu foram machucadas e eram ainda atendidas por humanos mas fortemente protegidas por aquelas coisas que ficavam do lado de fora vinte e quatro horas,não posso ser cega e dizer que não teve melhorias já que graças à essa segurança extra não havia mais roubos,mortes ou tráfico de drogas que era tão forte no meu país apenas tudo se acalmou e até os mais valentes tinham medo de subir suas cabeças para os enormes dentes daqueles monstros,parecia que meu destino estaria sendo selado por ter sido mordida por um,essa parte não mostrei nem mesmo para minhas amigas.
Angelica:– O que você tem?Parou aí faz uns segundos?Não me diga que está pensativa sobre o que acabei de dizer?
Helena:– Com certeza não além do mais dona Angelica quantas vezes não ouvimos a mesma conversa mole?Para mim esse tal de Alfa é outra lenda urbana contada por aqueles cachorros sarnentos!
— Ao destrancar e entrarmos em meu bar que tinha sido construído cada peça pelas vezes que tinha ido lá para fora e voltado com vida,era sempre trabalhoso e desgastante mas graças à isso tornei o sonho da minha mãe em realidade,ela sempre falava para mim e minha irmã o quanto queria fazer um lugar assim e mesmo sabendo que não poderia ver aquele sonho em pé esperava que de alguma forma em espírito estivesse orgulhosa por mim.
Angelica:– Esse lugar é mesmo incrível!
— Ela senta na bancada e se serve de um copo de cerveja e bebe tudo de uma só vez.
Helena:– Tão cedo amiga?
Angelica:– Nunca é tarde para tomar umas!
— Rio da sua facilidade em tornar coisas assim o mais simples possível,sem querer assumir que estava mesmo cedo.
Angelica:– Vamos ver o que está passando na tv?
Helena:– Como se algo diferente fosse passar.
— Desde que essa onda bizarra aconteceu aqui e pelo mundo programações inteiras foram varridas do mapa e programas de entretenimento tiveram seus lugares usurpados por outros apresentadores que não eram humanos e os antigos tiveram suas vidas ceifadas em rede nacional,alguns tomaram a decisão de cometer suicídio em suas próprias casas e nos lugares ficavam aqueles fantoches que eram controlados pelas pessoas no topo para tentar entrar na mente dos que ficaram,nem mesmo redes sociais existiam mais,a internet só servia como ponte para conversas em outros países.
Angelica:– Saudade do Facebook!
Helena:– Pelo menos você é a única que sente falta!
— Então um noticiário aparece com comentários sobre a pessoa que tinha chegado,parecia que dessa vez era sério,aquilo significava faíscas de esperança para os que ficaram.
Angelica:– Olha só Helena parece que dessa vez é sério em?
Helena:– Só acredito vendo!
Angelica:– Tão sem fé!
— Antigamente era diferente eu lembrei que minha mãe arrumava nós duas parecendo uma cobertura de bolo tão enfeitadas e vomitando cores que era difícil para mim me olhar em qualquer parte que fosse da igreja mas minha irmã era diferente ela amava um tempo com seu criador.
— Tinha ido até embaixo do bar em um portão atrás do batente de vidro que ficava o porão onde guardava certas bebidas e onde ficava minha cama de solteiro ao lado da parede,era apertado e aconchegante ao mesmo tempo e sobre os lençóis finos existiam fotos deles espalhados que tinha ido pegar dias depois da matança,consegui convencer um dos guardas que acabou me liberando por uma hora.
Angelica:– Olha isso!Helena corre aqui!
— Para alguém que sentia falta de redes sociais e ao mesmo tempo reclamava que não existia nada de qualidade passando até que minha amiga está animada.
Helena:– Estou ocupada!
Angelica:– Chata!
— Momentos depois subo com duas garrafas à mais de tequila que faltava para serem servidas mais tarde faltando poucos minutos para caçadores chegarem de seus trabalhos seja nos maiores arranha-céus onde ficavam os mais poderosos ou fosse lá fora da Fortaleza em caçadas assim como eu.
Angelica:– Você precisava ter visto Helena!
— Sua animação era quase infantil dando batidinhas em meu braço e me segurando como se eu fosse fugir.
Helena:– O que?
Angelica:– Eles gravaram algumas partes do cara chegando na entrada,droga!
Helena:– Que foi?
Angelica:– Se soubesse teria ido assistir!
Helena:– Olha nada contra certo?Mas não acha que está levando muito à sério isso!?Esses malditos acabaram com nossas vidas e de qualquer maneira somos obrigadas à servir!
Angelica:– Sei disso amiga.
— Ela me toca no ombro me confortando e assim me fazendo acreditar que tudo ficaria bem pelo menos era assim que queria acreditar.
Helena:– Por que não me ajuda hoje?
Angelica:– O que?Sério!?
— Normalmente esse cargo de ajuda era dado para Christina mas ela tinha ficado ao lado da irmã no hospital então poderia contar com a ajuda da Angelica.
Helena:– É parece que hoje e amanhã será bem corrido se esse tal de Alfa voltar...
Angelica:– Correção ele já está aqui!
Helena:– Tudo bem espertinha então pode me dar uma força?
Angelica:– Sempre!
— Ela me dá um verdadeiro abraço de urso quase me deixando sem àr e mesmo não acreditando nessa volta repentina só podia rezar para que isso de algum jeito trouxesse mais esperança ao meu povo e justiça para os escravos dessas aberrações até porque éramos ratos vivendo dentro de gaiolas naquele mundo miserável.
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Criança Selvagem
WerewolfEm um futuro distopico controlado por lobisomens desde a última guerra poucos humanos sobraram e esses sobreviventes tem apenas duas opções ou se tornam escravos para o prazer ou são treinados para serem caçadores de traidores ou fugitivos,Helena é...
