Capitulo 50

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Helena
           — Tinha voltado a forma humana à poucas horas e não acreditei quando senti minha própria pele úmida e sangue se derramando por toda parte,precisava admitir que não era a melhor ou pior sensação do mundo apenas me sentia mais viva do que nunca.
Helena:– Olá?
          — Helen falou que me acompanharia depois que resolvesse certos assuntos na colônia então vim caminhar um pouco e nem senti fome ou nada apenas queria me esquecer um pouco da loucura que tinha se tornado minha vida nos últimos tempos.
Helena:– Eu sei que tem alguém aqui!
           — Entrei em um túnel subterrâneo de cavernas onde ficava a poucos metros de onde estávamos porém a sensação de estar sendo seguida aparecia tão rápido quanto desaparecia mas naquele momento não tinha medo,não seria a presa e sim a caçadora como sempre fui.
Helena:– Lobisomem?
           — De algumas pedras surge aquele ser com pêlo castanho escuro e olhos negros que estavam rosnando e para piorar não tinha trazido qualquer arma comigo.
Helena:– Droga!
           — Pensei em fugir mas seria burrice porque entendia o quanto éramos rápidos e até mesmo cheguei à acreditar que daria tempo em me transformar só que nada garantia que poderia fazer isso em tão pouco tempo porém algo incomum aconteceu e aquele ser voltou aos poucos a forma humana e para minha surpresa já que não tinha visto aquele cara em lugar algum parecia ser alguém talvez da Fortaleza.
Helena:– Quem é você?
           — A pergunta parecia não ter resposta porque o cara olhava fixamente em minha direção e mesmo tendo um longo cabelo castanho grudado em seu rosto tanto pelo suor como o sangue misturado nele eu conseguia ver aqueles olhos azuis perdidos e era como estar lá porém esse homem observava cada movimento meu e será que estou sendo estudada?
Helena:– Está atrás de me matar?Fala alguma coisa!
          — Ele se aproxima de mim e estava pelado,mesmo com toda a sujeira no corpo percebia o quanto era musculoso e alto tendo uma cabeça a mais do que eu,droga!Só que palavras foram ditas e um nome escapou de sua boca.
Helena:– Arthur?Bem já que se apresentou vou dizer meu nome.
Arthur:– Helena.
           — Da onde esse cara me conhecia!?Não que pudesse me esquecer facilmente daquele rosto com barba castanha que parecia ver cada pecado e erro meu só que era embaraçoso estar nessa posição à de ingênua.
Helena:– Você mora na Fortaleza?
           — Antes que pudesse ter algumas respostas desse estranho escutamos a voz da minha irmã.
Helen:– E então?
            — Estava tão focada naquele homem que nem tinha prestado atenção na sua pergunta.
Helena:– O que disse?
Helen:– Nossa você é mesmo uma cabeça de vento Helena eu apenas queria saber quem é seu convidado?
Arthur:– Podemos conversar à sós?
             — Noto que ele continuava sério sem esboçar qualquer outro sentimento que não fosse cautela então acho que o assunto deve ser mesmo delicado.
Helena:– Helen pode nos dar licença por favor?
Helen:– É sério isso?Acabei de chegar e já estou sendo expulsa?
Helena:– Helen por favor.
Helen:– Tudo bem me chame se precisar de qualquer coisa e grandão?
             — Arthur à olha como se estivesse esperando que falasse algo para assim ter uma desculpa de machucá-la o que era bizarro sendo que ele não era assim comigo.
Helen:– Se fizer qualquer coisa com ela arranco fora suas bolas ouviu?
             — Não respondendo sua pergunta Helen finalmente nos deixa sozinhos e assim podemos conversar e tinha me esquecido desse seu lado protetor já que desde que tudo começou meio que tinha deixado certos detalhes da minha vida de verdade,aquilo era diferente um novo começo numa realidade de fantasia e loucura que nunca nem imaginei que passaria à sobreviver.
Arthur:– Não gosto dela.
             — Aquilo me pega de surpresa porque não entendia de onde vinha aquela má vontade com a minha irmã.
Helena:– Olha você não à conhece está bem!?Além do mais por que está aqui!?
Arthur:– Eu sou o pai da criança que salvou na Fortaleza.
            — Aquilo tinha me chocado porque não acreditei quando me revelou aquilo e a razão de ter aparecido aqui atrás de mim.
Helena:– Nossa e como está?
            — Essa era a hora que Arthur iria me explicar sobre como se desenrolou todos os fatos e eu teria que me explicar de alguma forma porque se sabia do ataque e da morte daquela mulher saberia da Helen e sua responsabilidade nas diversas mortes.
Arthur:– Obrigado por salvá-la Helena.
            — Arthur tinha me abraçado e podia sentir o quanto era forte e rígido parecendo que não tinha idéia sobre sua própria força.
Helena:– Calma!
Arthur:– O que foi?
Helena:– Está me apertando!
            — Mesmo sendo um lobisomem ele não parecia saber o quanto era forte então acabei dizendo aquilo sem pensar muito bem.
Helena:– Você foi transformado à pouco tempo não é?
            — Ele franze um pouco as sobrancelhas castanhas e me dá um meio sorriso.
Arthur:– Como sabe disso?
Helena:– Fui transformada à pouco tempo também e sinto que se não me controlar à qualquer momento posso rasgar um ser humano ao meio.
Arthur:– Eu sempre fui um soldado humano porém acabei me apaixonando por um deles.
Helena:– A moça morta dentro do quarto era sua parceira?
             — Percebo seus punhos cerrados como se à qualquer momento pudesse machucar violentamente alguém porém ele começa à se acalmar e vai se afastando de mim até observar as cavernas ao nosso redor.
Arthur:– Esses malditos fizeram isso!
            — Não posso pensar diferente nem fazê-lo acreditar em algo que não fosse do jeito que é porém Helen é minha irmã e mesmo tendo agido de uma maneira errada somos família porém antes de rebater de volta escuto a voz dela.
Helen:– Sim posso ter dado uma força só que não sou responsável aliás seria melhor que tomasse conta de quem está em seu coração melhor.
Helena:– Helen!
Helen:– Calada!
            — Antes que pudesse discutir com ela escuto diversos tiros vindo para Arthur e mesmo estando perto eles pegam todos no cara.
Helen:– Viu?Dormindo feito um bebê.

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