Angelica
— A música baixa e alguns caçadores bebendo suas bebidas e conversando assuntos bestas tornavam meu lar um pouco mais suportável porém a vontade de ir com eles continuava martelando dentro do peito só que fui convencida à ficar é claro que isso é apenas um jeito leve de falar porque o conselheiro foi logo colocando seu bedelho onde não era chamado e ainda por cima disse que não ia deixar eu sair e para tentar amenizar os problemas estava em uma mesa afastado tomando um copo de tequila.
Angelica:– Outra rodada conselheiro?
— Tinha sorrido porque parei de chamá-lo de outros nomes para voltar apenas ao primeiro que era o mais formal.
Jung:– Sim por favor garçonete.
— Ele era tão arrogante que me dava vontade de jogar a garrafa na cabeça dele porém não iria estragar bebidas dessa maneira até porque posso me vingar de outras formas,aí coloco e deixo derramar pelo braço dele.
Angelica:– Nossa foi sem querer me desculpe conselheiro.
Jung:– Tenha cuidado porque senão ficará sem gorjeta.
— Jung me dá um meio sorriso e tenho certeza agora que vai me punir porém não sou o Alfa,esse agora que estava de chamego com minha melhor amiga esperava de coração que ele voltasse com ela então sem nem esperar que me afastasse penso em uma vida sem uma delas em minha vida.
Jung:– Ei!
Angelica:– Que foi!?
— Ele está segurando meu pulso com firmeza porém não sinto que me machuca.
Jung:– Ela vai voltar.
— Quero de verdade acreditar naquelas palavras só que,tão fácil perder alguém que se ama nesse mundo louco que vivemos que parece um luxo ter esse pensamento.
Angelica:– Como pode ter certeza?
Jung:– Senta.
Angelica:– O que?Estou trabalhando.
Jung:– Por favor Angelica.
Angelica:– Não mesmo!Vou trabalhar porque é a melhor coisa que faço!
Jung:– Se você se sentar comigo posso te ajudar à limpar tudo depois.
Angelica:– Bom falando assim eu sento.
— Então pego uma cadeira à sua frente e observo suas feições tão sérias porém ao mesmo tempo despreucupadas e não era pouco já que ele tinha falado com Athos sobre onde estava escondido os pertences de alguém que ele precisava levar.
Jung:– Conheço Athos à tempos e não o vi determinado bem desde que perdeu pessoas que amava e sei que vai dar tudo certo além disso suas melhores amigas foram junto.
Angelica:– Sei que deveria me sentir mais calma depois do que disse só que não consigo,quer saber por que?
— Jung não fala nada só espera que eu complemente minha resposta só que estava puta com os rumos que acabamos tomando aliás elas são família e faria qualquer coisa por alguém que ganhou esse tipo de laço.
Angelica:– Na nossa última missão conselheiro sabe por que voltamos!?
— Aqueles olhos penetrantes que pareciam ler a alma de um pecador se pudesse continuavam esperando respostas só que em vez de desistir e não falar mais com ele acabo mordendo a isca.
Angelica:– Pela Helena,nós acabamos sendo capturadas e iríamos servir de aperitivo,se não fosse ela e o sacrifício dela acho que nenhuma de nós teria sobrevivido!
— Me culpava desde o primeiro momento que voltei para a Fortaleza porque a culpa foi minha,sei que nenhuma delas irá comentar ou nada do tipo porque são boas demais para jogar na minha cara porém eu sou culpada!
Jung:– Ela voltou viva Angelica.
— Até agora não tinha notado que falou meu nome porque sempre vinha com outros apelidos só que acabou falando e foi bem legal descobrir que não é apenas um garoto com um rosto bonito e arrogância elevada,sim um ser humano ou não?Nem tinha perguntado essa parte para ele.
Angelica:– É mesmo!Acabei nem te perguntando sobre isso!
Jung:– O que foi?
Angelica:– Conselheiro você é um lobisomem?Quero dizer nunca te vi se transformar por isso fiquei curiosa.
Jung:– Você quer mesmo saber?
Angelica:– Muito!
Jung:– Chegue mais perto.
— Caramba!Iria descobrir o segredo de um dos principais governantes daquele lugar e só poderia estar radiante se entrasse agora por aquela porta Helena e os outros.
— Então ao aproximar meu ouvido da boca dele acabo ouvindo.
Jung:– Não é da sua conta garçonete!
— Esse idiota e filho de uma egua!Como consegue ser tão fechado em si mesmo!?Eu odeio ele agora!Se Helena estivesse aqui iria rir da minha cara.
Jung:– Agora vá trabalhar assim pensa menos em besteira!
Angelica:– Idiota!
— Não estava pedindo que fosse gentil só que me respondesse alguma coisa honesta sobre ele porém mal nos conhecíamos só que de uns tempos para cá tenho esbarrado demais no senhor arrogância aí!
Angelica:– Não é mesmo Harpia?
— A águia de Monalisa tinha ficado aos meus cuidados e sei que me mataria se não cuidasse bem da sua parceira de viagens e mesmo dessa vez ela não à levando porque achava arriscado demais a notei inquieta e talvez sentindo falta dela.
Angelica:– Não se preucupe ela vai voltar pelo menos espero.
— Olho para fora da janela notando os contornos da noite entre os imensos prédios e a escuridão batendo ao nosso redor como um corpo leve e invisível apenas instigando a madrugada à fora.
Jung:– Você poderia não babar pelo menos!?
Angelica:– Eu não faço isso!
— Dou as costas para aquele garoto desagradável e pego um pequeno guardanapo que estava embaixo das fileiras onde servia as bebidas e passo por meus lábios limpando qualquer vestígio de sujeira.
Angelica:– Talvez eu estivesse um pouco só que prefiro morrer do que admitir isso entendeu querida?
— Uma coisa que adorava na águia de Monalisa era que ela sabia guardar bem os segredos e não abria o bico para terceiros.
Jung:– Qual a história da ave garçonete?
Angelica:– Ah e você?
— Ele tinha acabado de sentar no banco negro acolchoado com os cotovelos apoiados na bancada e me observando,esperando uma resposta da qual estava cagando para não falar porque já estou de saco cheio de sua ronda sobre mim.
Angelica:–"Nae"conselheiro.
Jung:– Como assim não entendi.
Angelica:– Não é da sua conta meu filho!
Jung:– Grossa.
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Criança Selvagem
WerewolfEm um futuro distopico controlado por lobisomens desde a última guerra poucos humanos sobraram e esses sobreviventes tem apenas duas opções ou se tornam escravos para o prazer ou são treinados para serem caçadores de traidores ou fugitivos,Helena é...
