Angelica
— Podia sentir o cheiro de confusão no àr apesar de naquela manhã estar chovendo desde a madrugada passada posso dizer que ainda sim sinto algo estranho que Helena está escondendo o que por si só já era bem estranho porque desde o início quando a gente se conheceu contavamos tudo uma para outra e agora?Parecia que estava com medo.
Angelica:– Helena sua safada!
— Alguns dias depois que chegamos da nossa última missão no deserto pude sentir que a estranheza tomava partido de nossos passos e naqueles momentos?Só queria ser mais ativa e prestativa com elas e aí o sino do bar toca e vou convidar para sair quem quer que fosse porém a surpresa de quem era a pessoa me fez ficar no mínimo surpresa.
Angelica:– Você?
— Eu adorava vê-lo falar na tv quando era uma pirralha recém chegada da Bahia com os pais mortos depois de tentarem me defender dos lobisomens e não tinha visto muito da destruição das cidades do Brasil até porque sabia que o golpe tinha sido feio mas só fui entender depois de mais velha que a chacina foi bem pesada para o mundo.
Angelica:– Conselheiro?O que faz aqui?
— Não precisava entender o motivo já que deveria estar atrás de Athos para tratar de assuntos envolvendo seu governo porém fiquei surpresa já que nunca tinha visto alguém como ele vim lá de cima até as ruelas vazias daquele lugar.
Jung:– Achei que o Alfa poderia estar aqui.
Angelica:– Na verdade não eles saíram ontem.
— Aquele olhar arrogante em seu rosto me fazia querer batê-lo com bastante força e imagino que depois de bater iria presa e apenas o Athos iria me tirar de lá talvez?Sempre fui ótima em arrumar brigas é claro que sempre apanhava mas não desmerecia o mérito de ver o circo pegar fogo.
Jung:– Claro que saíram.
— Ele vestia um paletó negro parecendo até um daqueles integrantes idiotas de bandas famosas me pergunto se já foi de alguma?Gostaria de perguntar mas não acho que seria respondida de uma forma boa.
Angelica:– Conselheiro?
— Jung me olha de uma maneira dura entretanto sem arrogância agora parecia que a armadura tinha caído.
Angelica:– Gostaria de uma bebida?
— Ao olhar para mim e ao redor do bar me pergunto se estava feia ou algo do tipo?Estou com os cabelos soltos e trançados me fazendo parecer um verdadeiro soldado mesmo sabendo que não precisava trabalhar nesse ofício só que velhos hábitos são difíceis de não seguir e ainda por cima tinha colocado um vestido branco curto tomara que caia rodado nas coxas me fazendo parecer em contraste até feminina e não que fizesse isso por causa dos caras nem nada do estilo porque não era à fim de relacionamentos mesmo só que quando olhava para o Jung não sei algo delicioso percorria minha espinha.
— Quando coloco um pouco de vinho em uma taça de cristal e agora sim gostaria de impressioná-lo só que no momento que saio de trás da mesa de ferro principal onde servia as bebidas para lhe entregar em mãos parece que o vi corar?Droga!Aquilo sim era um baita show porque não havia tipos tímidos por aquelas bandas há um certo tempo.
Angelica:– Não precisa ficar com medo conselheiro pode pegar.
— Ele tosse evidenciando seu constrangimento e mesmo hesitando acaba pegando a taça e por alguns segundos nossos dedos se tocam e ele tinha uma pele tão gelada.
Jung:– Obrigada.
— Não sei se por ser uma louca ou por apenas aquela educação que demonstrava apesar do primeiro encontro ter sido estranho acabo sorrindo para ele que arregala um pouco os olhos e vira as costas enquanto olhava para aquele lugar tão querido por mim e as garotas.
Jung:– Então esse é o bar que o Alfa está vindo ultimamente?
Angelica:– É o que parece.
Jung:– Não parece grande coisa.
— Então novamente vestiu a arrogância não foi?Posso ser legal e jogar seus joguinhos conselheiro.
Angelica:– Para o senhor?Talvez sim só que a maioria dos caçadores vem para cá se divertir um pouco e tentar esquecer a doideira que acontece no mundo.
Jung:– Alimentamos e cuidamos bem de nossos soldados senhorita?
— Qual era desse asiático?Ele parecia ser jovem como eu só que se comportava igual um velho.
Angelica:– Me chamo Angelica e posso perguntar uma coisa?
— Ele fica em silêncio e interpreto aquilo como uma"deixa"para o que iria lhe falar.
Angelica:– Você tem quantos anos?Não quero te ofender nem nada cara porém você fala que nem velho.
Jung:– O que poderia esperar de um caçadora?
— Então ele sabe mostrar as garras também?Bom saber mas não iria entrar nesse joguinho de ser ou não superior até porque guardar rancor era o estilo da Helena.
Angelica:– Bom senhor conselheiro é ótimo conversar com alguém maduro e que sabe pôr os outros no lugar.
— Tinha saído tão educada porém mortalmente cruel e adorei fazer isso!
Jung:– Como você ousa...
— Antes que o senhor"educação"elevasse seu nível para outros extremos Monalisa entra no bar toda molhada parecendo confusa pela cena e ofegante talvez por correr da sua casa até aqui.
Angelica:– Bom dia amiga o que foi?
— Ela fica meio sem reação por notar a presença do conselheiro e não fala então Jung com um faro para notar o quanto não era querido naquele momento vai se encaminhando até a saída entretanto coloca a taça em uma das mesas e me olha com um olhar tão mortal quanto minha última resposta para ele.
Jung:– A propósito senhorita Angelica tenho vinte e seis anos e obrigado pela bebida.
— Ele sai da mesma maneira que tinha entrado tão educado e arrogante e sem sombra de dúvidas um verdadeiro gato e posso achar esse tipo de coisa porque Jung não tinha me maltratado nem nada apenas se comportado como um cara qualquer que entra para tomar vinho no bar.
Monalisa:– O que foi isso?
Angelica:– Nada que possa te interessar amiga.
Monalisa:– Sua chata!
Angelica:– O que tá pegando?
Monalisa:– Preciso te contar uma coisa sobre a Helena.
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Criança Selvagem
WilkołakiEm um futuro distopico controlado por lobisomens desde a última guerra poucos humanos sobraram e esses sobreviventes tem apenas duas opções ou se tornam escravos para o prazer ou são treinados para serem caçadores de traidores ou fugitivos,Helena é...
