Capitulo 45

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Helena
          — Fazia algumas horas que tínhamos saído da Fortaleza e como prometido minha irmã cumpriu sua promessa e retirou os lobisomens que estavam matando as pessoas e até mesmo seus semelhantes.
Helen:– Senti saudade!
           — Ela tentava puxar assunto em toda a caminhada que fazíamos com os outros em uma enorme fila com no mínimo dois em cada lado onde tinha pessoas dentro de jaulas sendo carregadas por alguns deles.
Helen:– Você me odeia?
           — Não era a resposta que queria dar porém meu orgulho foi maior que a saudade que sentia e sei o quanto meus pais negligenciaram Helen e agora tudo que mais desejava era esquecer essa página obscura da nossa vida e seguir.
Helen:‐ Quer saber maninha?Você teve sorte.
           — Dessa vez não falo nada em vez disso apenas lhe olho com um jeito bravo e reprovador como se não tivesse idéia dos maus bocados que havia passado desde que esse mundo foi apresentando de uma maneira cruel e implacável porém era o fim da picada achar que me afastar dele iria de algum jeito mudar o que sentia sobre o que fez.
Helen:– Sei que não quer conversa agora só que preciso contar que desde o momento que voltei já transformada busquei você só que cada vez mais fui sendo afastada pela vontade que tinha de buscar pessoas como a gente.
            — Droga!Ela sabia é óbvio que minha irmã já soube da transformação que sofri o que não me deixava com menos raiva e por que apenas agora voltou!?Depois de estar livre e sem sinal algum de estar mal porque pela primeira vez desde que tudo começou me sentia bem e até feliz junto das minhas amigas.
Helen:– Confesso que não acreditei quando contaram sobre seu breve romance com o Alfa,aí?
Helena:– O que quer que eu diga!?Eu gosto dele.
Helen:– Merda!Não importa mais mesmo porque agora estamos juntas irmã e ficaremos assim pro resto da vida e não vou deixar qualquer cão sarnento interferir em nossas vidas!
            — Ela falava aquilo de um jeito tão arrogante e petulante que não acreditei quando lhe ouvi falar daquela maneira.
Helena:– Só porque está viva não significava que precisava voltar para infernizar a minha vida e eu estava indo muito bem sozinha!
Helen:– Senti falta da minha irmã só isso.
            — Agora estava começando à se parecer com a garota que sempre estava por perto ou de mim ou da mamãe e até do papai é claro aquele desgraçado!
Helena:– Espera um pouco por favor Helen.
            — Enquanto à faço parar as pessoas que seguiam,que provavelmente eram tão loucas quanto minha irmã apenas seguiam seus rumos e tinham diversos casais com suas crianças e meio que me veio a mente o pequeno que tinha salvado e precisei deixar porém foi a melhor escolha à se fazer,esse tipo de gente não se dariam bem com um bebê ou talvez precisasse dizer esse tipo de coisa para mim mesma.
Helen:– O que foi?
             — Precisava pedir perdão por não ter prestado atenção o bastante nela,tinha sonhado tantas vezes com aquele momento que agora as palavras se esvaiam como fumaça.
Helen:– Maninha?Alô!?
             — Sou despertada pelo estalar de dedos dela que me dava o mesmo sorriso quando trocávamos segredos e confissões sobre de quem gostávamos no colégio ou da primeira vez dela e agora estou me sentindo péssima por odiá-la.
Helen:– O que isso significa?
             — Tinha lhe dado um forte abraço e sentindo seu cheiro e a sua pele e como parecia uma louca com aquele cabelo loiro platinado e ao mesmo tempo selvagem e linda!
Helena:– Me perdoa Helen!Por não ter te protegido do nosso pai e especialmente do que iria acontecer! 
              — Não estou nem aí se sabe que estou chorando porque a Helen sempre soube que sou uma manteiga derretida mas nem por isso tirava sarro da minha cara,pelo contrário apenas me abraçava e contava que aquilo iria passar e mesmo sendo mais jovem alguns segundos sempre achei ela muito madura para sua idade apesar de não fazer tanta diferença.
Helen:– Para com isso garota!
              — Ela me afasta pelos ombros e quando me olha seriamente sinto que vai começar à destilar todo seu rancor e veneno sobre mim e meu abandono e sinto que mereço por não ter dado a devida atenção para suas dores só que não estava preparada para o que ia me dar em seguida.
Helen:– Eu não preciso te desculpar por nada me entendeu?Aquele homem teve o que mereceu e quanto nossa mãe isso sim eu sempre irei lamentar porque primeiro poderia ter sido salva e além disso estar com a gente.
Helena:– Como você conseguiu voltar!?
            — Começamos à andar devagar porem conseguíamos ver alguns deles apenas para que ninguém pudesse nos atrapalhar ou ouvir tudo que minha irmã estava prestes à revelar.
Helen:– Eu morri e voltei só que não me sentia a mesma e quando alguns guardas me encontraram e quiseram que eu fosse levada acabei por lutar com eles e matei todos.
Helena:– Nossa.
            — Minha irmã sempre tinha sido à mais frágil de nós duas por isso fiquei surpresa por ouvi-la dizer que tinha matado alguém porque quando era humana algo assim nunca teria acontecido.
Helen:– Sei o que está pensando.
Helena:– Sabe é?Não me diga que sabe ler mentes também!?
Helen:– Palhaça!Não apenas sei que apanhava até do vento só que eu mudei Helena e não te culpo por nada porque o passado está morto e como nosso pai teve um fim.
             — Não acreditava em como ela estava madura e forte parecendo que os últimos anos não existiam.
Helena:– Para onde estamos indo?
Helen:– Para a colônia irmã quero te apresentar o lugar que me acolheu.
Helena:– Canibais em?
Helen:– Vou deixar essa passar valeu!?
Helena:– Então o que são!?
Helen:– Não acuse antes de conhecer o lugar porque além de não saber do que está falando maninha ainda consegue me ofender.
Helena:– Tudo bem.
Helen:– Só trouxe você para cá porque estava na hora da nossa família se reunir de novo.
Helena:– Não vai me contar mesmo nada não é!?
Helen:– É melhor você conhecer primeiro antes de julgar loba selvagem!
Helena:– Engraçadinha você.
    

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