Jung
— Ninguém esperava que fosse daquele jeito e precisava segurar as pontas até o inconsequente do Alfa acabar de destruir tudo que encontrasse em seu caminho e quem sabe quantos mais.
Angelica:– É melhor eu ir embora.
Jung:– Você fica.
— Estávamos na sala de reunião onde até agora não conseguia entender como Helena tinha decidido enviar uma mensagem através de um dos soldados sobre não querer voltar para a Fortaleza.
Angelica:– Você não manda em mim!
Jung:– Quer apostar?
— Tinha terminado uma taça de vinho e pelo que pude perceber Angelica não gostava de beber para amenizar os problemas.
Angelica:– Como pode estar tão calmo depois do que acabou de acontecer!?
Jung:– Porque nada se resolve perdendo a cabeça minha querida.
— Poderia entender pelo que está passando já que aquela caçadora era como uma irmã só que existia algo mais nisso e não tinha problema em Helena apenas dar as costas e se esquecer do resto apenas que foi tudo muito prematuro.
Angelica:– Preciso ir!
— Antes dela pensar em cruzar a porta já estou andando o mais rápido que posso até ter a mão colocada contra a maçaneta.
Angelica:– O que pensa que está fazendo!?
Jung:– Te impedindo de cometer uma loucura.
Angelica:– Olha aqui você não me conhece e não faz idéia do que eu irei fazer tá legal!?
Jung:– Vamos sair para jantar essa noite?
Angelica:– O que!?
— Já estava querendo lhe perguntar isso à um certo tempo porém com todas as últimas coisas acontecendo tão rapidamente quase que tinha deixado algo passar.
Jung:– Você me prometeu algo se lembra?
— Realmente levava à sério as promessas que me faziam inclusive daquela garota mais do que as outras.
Angelica:– Só pode estar de brincadeira não é!?
Jung:– Estou sorrindo para isso?
— Não que fosse uma regra de nem sorrir apenas quando matava ficava focado em ver minhas vítimas sucumbindo até o momento que a alegria pela matança acontecia e ficava sem saída que não fosse gargalhar de felicidade pela maneira que eles pereciam em minhas mãos.
Angelica:– Eu tenho coisas mais importantes do que comer com alguém que mal conheço!
Jung:– Claro que tem mais vai cumprir não é?
Angelica:– Olha por favor me deixe ir embora conselheiro estou desesperada por notícias dela e não acho que brincando de casal feliz vamos chegar à qualquer lugar.
Jung:– Eu compreendo que esteja preocupada mas espero que não falte com suas promessas sua mentirosa.
Angelica:– Como é que é?
— Tinha entendido que se preocupava com sua"família"e coloco aspas porque mal conheceu essas moças e à partir do medo foi se criando laços e não à julgo porém não consigo dizer que isso foi algo considerado inteligente porque agora estava agindo irracionalmente por alguém que não ligava a mínima para o que iria fazer tudo por uma espécie de amizade,prestei atenção também que odiava quando alguém lhe chamava de uma coisa que aparentemente não era só que precisava admitir que era divertido brincar com Angelica dessa forma.
Angelica:– Você acha que é quem para falar de mim!?
Jung:– Me prove o contrário então saia comigo e acabaremos com isso.
Angelica:– Ótimo seu idiota!
Jung:– Que bom.
— Fico contra a parede de braços cruzados e um sorriso triunfante o que poderia ser considerado deboche pela parte dela porém por mim e apenas satisfação por ter conquistado o que queria.
Angelica:– Posso ir agora ou vai me seguir para ter certeza?
Jung:– Fique à vontade.
— Abro a porta e vejo seus pés batendo forte e pesado no chão me fazendo rir ainda mais daquilo e como fazia tempo que não me divertia com alguém assim.
— Novamente me aproximo da janela principal que dava para se ter uma vista espetacular dos imensos arranha-céus e poderia ter sido uma loucura no início porém os lobisomens conseguiram reinar sobre todo o planeta como a espécie dominante e não que antes os humanos não tenham tentado desempenhar seu grande papel como os péssimos moradores dessa bola azul perdida no espaço porém os animais que eles tanto temeram em suas histórias assustadoras acabaram dominando países e conquistando nações inteiras colocando a paz entre cada um como a principal arma contra futuras rebeliões ou conflitos.
— Quando vou até uma televisão e assisto a destruição que o Alfa está fazendo pelos arredores dos muros da Fortaleza completamente transtornado e transformado como se não visse nada à sua frente que não fosse mais destruição.
Jung:– Você não muda mesmo não é?
— Lembro da primeira vez que tínhamos visto aqueles monstros pulando e se jogando dentro das salas de aulas como se fossem verdadeiros caçadores e apesar de não entender muito bem na época o que estava acontecendo agora percebo o quanto estavam organizados para cumprir suas ordens de capturar quantos fossem possíveis e quase tinha me esquecido de tudo porque para seguir em frente precisei aceitar que não veria mais meus amigos mortos e muito menos minha família retalhada como uma brincadeira doentia.
Rita:– Parece pensativo conselheiro.
— Estava de braços cruzados e mergulhado em lembranças porém não iria tornar essa sensação ruim em pública.
Jung:– Impressão sua.
Rita:– E meu irmão?Ainda bancando o rei da cocada preta?
Jung:– Está mais para alguém que teve seu coração partido pela mulher que ama.
Rita:– Que romântico você em?Talvez tivesse ficado se soubesse desse seu lado mais mole.
— Essa garota gostava de provocar até o último momento só que aquilo não tinha importância porque transamos algumas vezes e Rita foi embora e acabei me tornando braço direito de Athos e fim da história.
Jung:– O que está fazendo?
— Ela mexia em uma parede onde tateava buscando por algo até que em um toque que deu acima de sua cabeça aquele canto se abriu e foi descoberto uma sala com várias armas de fogo colocadas em prateleiras.
Jung:– O que isso significa Rita?
Rita:– Vou atrás da caçadora junto da sua amiga.
Jung:– A Angelica continua com essa idéia absurda na cabeça?
Rita:– Não sua irmã.
Jung:– Christina?O que essas garotas tem contra seguir regras hum!?
— Rita para de arrumar uma bolsa preta com armas e me observa por alguns segundos com aquele sorriso de torrar a paciência em seu rosto.
Rita:– Não percebeu que a melhor coisa em seguir esses tipos de loucuras são quebrá-las com estilo?
— Novamente essa daí encontrava resposta para tudo como a sabichona que se metia sempre à ser!
Rita:– Não se preucupe mando notícias!
Jung:– Faria algum sentido em mandar vocês ficarem?
Rita:– Não mas acho sexy que tentasse fazer isso.
— Ela me dá uma piscadela e quando fecha o ziper sai andando despreucupada pela sala.
Jung:– Isso é loucura!
— Parecia na época de mandarem vários coreanos e japoneses para os diversos países alguns como soldados outros já transformados e tinha aqueles que continuavam se negando a aceitar que o mundo não era mais o mesmo é que precisávamos nos adequar as regras.
Jung:– Alô?Sim as sete e meia pode pegar ela por favor.
— Tinha planejado levá-la até um restaurante no sul da Fortaleza porém como sei que daria um verdadeiro show como se não pudesse entrar em um lugar que não tivesse caçadores como aquele bar no submundo onde ela e suas amigas davam de conta acreditei que seria melhor um jantar nesse prédio mesmo na cobertura onde teríamos espaço o suficiente para comer e talvez comê-la em seguida,isso era uma possibilidade não que fosse obrigá-la porém sabia como ser persuasivo quando queria.
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Criança Selvagem
مستذئبEm um futuro distopico controlado por lobisomens desde a última guerra poucos humanos sobraram e esses sobreviventes tem apenas duas opções ou se tornam escravos para o prazer ou são treinados para serem caçadores de traidores ou fugitivos,Helena é...
