Monalisa
— Eu tinha sempre o mesmo pesadelo desde que matei pela primeira vez em um combate acho que por pior que fosse a situação não imaginava que o garoto que era apaixonada no colégio tentasse tirar minha vida em um ringue,parando para pensar melhor Eric não teve culpa de nada assim como eu foi só que tivemos o azar de lutar um contra o outro.
— Cabelos suados e pregando em minha testa enquanto respirava devagar como se todo o oxigênio fosse escapar e me matar.
Christina:– Tudo bem?
— Minha irmã tinha a irritante forma de aparecer como um fantasma ou será que aquilo era só preocupação mesmo?Não entendia muito quando queria apenas conversar sobre algo sério ou apenas despejar seus medos e como boa ouvinte lhe ouvia e respondia "que tudo ficaria bem."
Monalisa:– Sim.
Christina:– É?Não parece.
Monalisa:– Não enche"Chris."
— Lhe apelidei assim porque sabia que não gostava de ser chamada dessa maneira por abreviações do seu nome só que saia normalmente e apenas continuei por chamá-la por aquilo que menos gostava.
— Ela se senta do lado da cama de solteiro que tínhamos naquele prédio que ficava na mesma rua do bar de Helena e que agora era como uma espécie de casa para ambas,mesmo tendo dois andares apenas era um lugar amplo e meu quarto ficava no segundo andar já que ali tinha sido um ateliê de pinturas e mesmo não sendo permitido pintar ou desenhar pelos tempos que passávamos pelo menos tinha o consolo de olhar para alguns quadros que mesmo estando velhos e rasgados também estão cheios de histórias.
Christina:– Odeio quando não me conta nada.
Monalisa:– Prefiro guardar para mim.
Christina:– Somos irmãs e pode me contar qualquer coisa sabe disso não é?
Monalisa:– Sei e não sabe como te amo.
Christina:– Eu também.
— Ela me abraça e sinto a maciez do seu cabelo em meu rosto,Christina tinha o deixado tão curto,mesmo não precisando mais velhos hábitos continuavam como fantasmas.
Christina:– Sei que acha que errou com Helena porém...está errada.
Monalisa:– Estou?Trai a confiança dela e entreguei para o cara que aquela garota mais odeia no mundo.
Christina:– Não seja tão dramática,além disso ele é um gato!
Monalisa:– Beleza não é tudo!
Christina:– Ainda bem querida que ele tem cérebro!
— Minha irmã se levantou e olhava para o espelho de corpo todo no canto do ateliê que estava um pouco sujo.
Christina:– Você já cuidou melhor desse lugar sabia?
— Antigamente vivia limpando e passando várias mãos de tinta e até trocando os quadros de canto,era como uma brincadeira para mim porém agora só queria me esquecer um pouco desse negócio de arte porque mesmo desejando muito não teria como ouvir cantores famosos em rádios porque ao abrir minha caixa de som só ouvia propagandas enganosas do governo falando de como ele era bom e justo.
Monalisa:– Sério isso?
Christina:– Que foi maluca?
— As vezes ficava tão concentrada em falar com meus pensamentos que me esquecia do resto ao meu redor.
Monalisa:– Só pensei em como era bom antigamente em ficar apenas de bobeira conversando com minhas amigas pelo celular.
Christina:– Passar trote!
— Aquilo arranca uma gargalhada gostosa dela que adorava pregar peças nas pessoas antigamente.
Monalisa:– Fale por você palhaça!
— Essas eram mesmo épocas muito boas da nossa vida,antes de começar à lembrar de mais coisas escutamos algo batendo no vidro da janela como se fossem bicadas.
Monalisa:– Finalmente!
Christina:– Só podia ser.
— Com o aumento de animais passeando como se tivessem dando um rolê bem bacana pelas ruas abaixo dos enormes prédios me peguei numa bela manhã chuvosa com uma águia com a asa quebrada perto do bar de Helena,nesse dia minha irmã e amigas tinham partido em uma missão enquanto eu precisei ficar e acabei cuidando do lugar e à encontrei.
Christina:– Harpia demorou dessa vez em?
Monalisa:– Nem me fale.
— Peguei uma luva marrom que colocava toda vez que ela voltava dos seus passeios e acontecia todos os dias pela manhã,Christina abre a janela e minha garota voa até meu braço.
Monalisa:– Se divertiu?
— Lhe faço um pequeno carinho no topo da cabeça de penas marrom escuros até abaixo do seu bico dourado.
Christina:– Ela está muito bonita.
Monalisa:– Claro que sim sou ótima mãe!
Christina:– E convencida também!
— Me encaminho até o freezer onde pego uma pequena porção de peixe numa bandeja e coloco ela para comer sobre um móvel no ateliê.
Christina:– Você sabe que uma hora dessas ela não vai voltar né?
Monalisa:– Entendo que Harpia já está bem melhor da asa e graças à Deus por isso porém não totalmente e quando for a hora de ir à deixarei ok?
Chrstina:– Certo mãe do ano!
— Deixamos ela comendo sua comida em paz e vamos para baixo.
Christina:– Você viu a Angelica?
Monalisa:– Deve estar cuidando do bar enquanto nossa garota está afogando o ganso no deserto!
Monalisa:– Para com isso!
— Lhe dou um empurrão de leve e à espero trancar o ateliê,só a janela de cima está aberta pro caso de Harpia querer sair novamente,saímos pela rua destruída e estreita até nossa outra amiga.
Christina:– Você não acha que Athos foi atrás dela só para conversar né?
Monalisa:– Espero que tudo entre os dois dê certo sabe?
Christina:– Eu também!Ambos tem personalidade forte então pode ser duro no início só que espero de verdade que eles deitem e rolem pelas areias.
Monalisa:– Credo!
— Ao entrarmos devagar vemos uma cena no mínimo cheio de pontos de interrogação já que o conselheiro estava conversando com Angelica o que não seria nada demais se não pelo fato dele sorrir e nem sabia que poderia fazer esse tipo de coisa humana.
Monalisa:– O que esse japônes está fazendo aqui!?
— Não ligava se estou sendo mal educada porém a cara de Angelica como se pudesse me esfolar viva era motivo suficiente para me comportar ou teria meus olhos arrancados.
Angelica:– Bom dia para você também amiga.
Jung:– Na verdade sou coreano.
Christina:– Tá e dai?
Angelica:– Olha não se preucupe porque mando notícias.
— O conselheiro começa à sair do estabelecimento porém antes dá um meio sorriso para todas nós e se despede.
Christina:– O que foi isso?
Angelica:– Uma conversa acontece bastante em meios civilizados sabia?
Monalisa:– Caramba!Ele tá conversando com outra pessoa que não seja o Alfa?Isso sim é loucura.
Angelica:– Querem parar!?O garoto só veio perguntar do paradeiro do Athos.
Monalisa:– Você não entregou né?
Angelica:– Claro que não,eu não sou você.
— Aquilo lhe dá um sorriso e me deixa puta por ter me jogado na cara.
Monalisa:– Valeu mesmo em?
Angelica:– Não por isso.
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Criança Selvagem
WerewolfEm um futuro distopico controlado por lobisomens desde a última guerra poucos humanos sobraram e esses sobreviventes tem apenas duas opções ou se tornam escravos para o prazer ou são treinados para serem caçadores de traidores ou fugitivos,Helena é...
